A UCRÂNIA É UM ALIADO

DE PORTUGAL

Luís Montenegro visitou pela primeira vez o país liderado por Volodymyr Zelensky

PSD

Leonor Beleza saudou a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiando a sua relação com os portugueses e os alertas que deixou sobre o futuro

LOCAIS

O orçamento para 2026 regista um aumento de 2,1 milhões de euros face ao documento de 2025 e foi aprovado em sede de Assembleia Municipal, por maioria, com o PSD a votar favoravelmente

Regionais

Cristina Canto Tavares, vice-Presidente do PSD/Açores, referiu-se a 2025 como “um ano de bons resultados, com boas perspetivas para 2026, como consequência positiva das políticas desenvolvidas” pelo Governo Regional

Editorial

O Valor da Experiência

É por isso que 2026 não pode ser encarado como mais uma eleição. É o momento de decidir que tipo de liderança queremos em Belém.

Entramos esta semana no período oficial da campanha para as eleições presidenciais de 2026. E, por muito que tentemos relativizar, sabemos bem que estas serão das escolhas mais determinantes da nossa democracia recente. O país encontra‑se num daqueles momentos em que a História parece respirar mais fundo, como se nos pedisse atenção redobrada.

Quando olhamos para trás, percebemos que já vivemos tempos assim. Basta recordar as Presidências de Cavaco Silva: anos marcados por um profundo sentido de Estado, por uma noção clara de que o Presidente existe para servir a Nação e não para se servir dela. Foram mandatos que atravessaram instabilidades internacionais, crises económicas e mudanças no mundo – e que, ainda assim, se mantiveram firmes na defesa do interesse nacional, na estabilidade institucional e na construção de consensos.

Esse exemplo não é apenas memória; é um aviso. A política tem ciclos, e alguns deles regressam com uma familiaridade inquietante. Vivemos num contexto de incerteza global, com guerras às portas da Europa, tensões geopolíticas crescentes e uma sociedade que exige respostas rápidas, mas também responsáveis.

É por isso que 2026 não pode ser encarado como mais uma eleição. É o momento de decidir que tipo de liderança queremos em Belém. E, neste ponto, não podemos hesitar: precisamos de alguém que não transforme a Presidência num palco de ambições pessoais, nem num instrumento de confronto permanente com o Governo. Precisamos de alguém que compreenda o peso do cargo, que saiba unir em vez de dividir, que use a sua influência para resolver problemas e não para os amplificar.

Temos um governo minoritário, mas a governar bem. Temos uma economia que cresce de forma sustentada. E temos, ao mesmo tempo, um mundo em convulsão. É precisamente nestes momentos que a experiência conta – e conta muito. A estabilidade não nasce do improviso; nasce da maturidade política, da capacidade de diálogo, da visão estratégica e da serenidade perante a tempestade.

Por isso, para mim, a escolha é clara. Se queremos um Presidente capaz de garantir estabilidade, de proteger os interesses do país e de exercer o cargo com inquestionável sentido de Estado, então há apenas um nome que reúne essas condições: Luís Marques Mendes.

Emília Santos
Diretora Povo Livre

presidente

Uma visita “muito construtiva para o fortalecimento das relações bilaterais”

O Primeiro-Ministro considera que “nada obsta” a que Portugal possa enviar militares para a Ucrânia em tempo de paz e reiterou que o país não terá soldados no terreno neste país enquanto durar a agressão russa.

Luís Montenegro falava na conferência de imprensa conjunta com o Presidente da Ucrânia, no âmbito da sua primeira visita a Kiev enquanto Primeiro-Ministro, no dia 20 de dezembro de 2025. “Nada vai obstar a que militares portugueses possam fazer na Ucrânia o que já estão a fazer aqui ao lado, na Eslováquia, na Roménia, na Letónia, na Lituânia, em tantos outros países onde as nossas Forças Nacionais Destacadas no âmbito da União Europeia, no âmbito da NATO, participam em missões de paz e participam em missões de dissuasão e de segurança”, afirmou.

Luís Montenegro disse querer ser muito claro: “Hoje, isso não está previsto e, portanto, ao dia de hoje, a nossa participação não envolve nenhum tipo de empenhamento terrestre. Já envolve participação a nível marítimo e a nível aéreo”.

“No futuro, tudo estará em aberto ao abrigo daquelas que são as nossas responsabilidades”, assegurou.

Luís Montenegro visitou pela primeira vez a Ucrânia desde que é Primeiro-Ministro e esteve cerca de nove horas em Kiev. “O caminho faz-se caminhando, eu sinto que estamos mais perto, mas não quero é dizer que já estamos numa situação de ser irreversível a obtenção de uma paz justa e duradoura, porque ainda não o podemos garantir”, considerou, reiterando que não pode haver paz sem a Ucrânia nem sem a União Europeia e admitiu que também os Estados Unidos da América e a Rússia são decisivos.

Luís Montenegro considerou a visita “muito construtiva e positiva também para o fortalecimento das relações bilaterais”, falando mesmo num “ponto de viragem” ao nível das relações económicas.

“Nós juntamos a toda a cooperação militar que temos vindo a dar desde 2022, a toda a cooperação e apoio financeiro no período de guerra, uma perspetiva de reforço do nosso relacionamento político e económico para os próximos anos”, disse.

Questionado o que vai levar da visita de Kiev para Lisboa, o líder do Executivo português respondeu: “É um dos nossos, é um país aliado, é um país que, para além da relação bilateral que tem connosco, tem todas as condições para ser um parceiro do nosso projeto nos próximos anos”.

Acompanhado pelo ministro da Defesa, Nuno Melo, Luís Montenegro chegou a Kiev pouco depois das 08h00 da manhã de 20 de dezembro, depois de uma noite no comboio vindo da Polónia.

Depois de uma breve paragem num hotel da capital ucraniana, o primeiro-ministro e comitiva seguiram para a sede do Conselho de Ministros, onde se encontrou com a primeira-ministra da Ucrânia, Yuliia Svyrydenko.

Depois, Luís Montenegro visitou o Muro da Memória, um memorial em homenagem dos milhares de soldados, voluntários e polícias que morreram desde 2014 na defesa do território ucraniano contra as milícias separatistas e o exército russo, e depositou uma coroa de flores no Monumento em Memória aos Soldados Caídos, na Praça Mykhailivska.

A deslocação do Primeiro-Ministro português terminou com uma visita da comitiva à Catedral de Santa Sofia, que data originalmente do século XI e foi o primeiro edifício da Ucrânia a ser inscrito na lista de Património Mundial da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Pelas 17h00 locais (15h00 em Lisboa), a comitiva viajou novamente de comboio em direção a Medika, na Polónia, onde chegou já de madrugada, partindo depois em direção a Portugal.

Portugal e Ucrânia acordam produção conjunta de drones subaquáticos

O Primeiro-Ministro anunciou a disponibilidade para produzir em Portugal “drones com tecnologia e conhecimento científico ucraniano”, bem como disponibilidade do país para levar a experiência e conhecimento científico a sua “capacidade produtiva para a Ucrânia”.

“É mesmo esse o objetivo do acordo que nós celebrámos”, disse.

Luís Montenegro salientou ainda que Portugal e Ucrânia querem que este encontro signifique “um ponto de viragem” nas relações económicas entre os dois países, anunciando a realização de um fórum económico bilateral em 2026.

Segundo Luís Montenegro, este acordo sobre os drones subaquáticos permitirá aos dois países levar “mais longe” o seu conhecimento e competência tecnológica para defender o seu espaço marítimo e as suas infraestruturas críticas.

“No caso português, por exemplo, não nos esqueçamos que os cabos marítimos que atravessam a nossa zona marítima são absolutamente fundamentais para as comunicações de Europa com o continente americano, com o continente africano e também com o Médio Oriente”, afirmou.

Luís Montenegro salientou que a cooperação com a Ucrânia – que atingiu em apoio militar este ano 227,5 milhões de euros – “não é apenas militar, é também política”, destacando o acordo alcançado no plano europeu.

“Esta é também uma semana onde, para além do apoio financeiro de 90 mil milhões de euros que a União Europeia dará à Ucrânia em 2026 e 2027, para além do congelamento permanente dos ativos russos, também ficou bem reforçado o empenhamento no processo de adesão da Ucrânia à União Europeia, processo que merece, de resto, um apoio inequívoco de Portugal”, disse.

O Primeiro-Ministro agradeceu ainda o contributo da comunidade ucraniana e viver em Portugal. “Em Portugal, residem neste momento 79.232 ucranianos (…) Têm uma integração plena, estão hoje no nosso tecido económico, muitos deles já com uma segunda geração também plenamente integrada, qualificada e são um exemplo daquilo que é a nossa capacidade de acolhimento e integração e são um exemplo também do contributo que nós podemos receber em fortalecimento dos nossos recursos humanos”, disse.

Zelensky quer Portugal a participar na reconstrução e diz que ambos são parte da “Europa Unida”

O Presidente da República da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse querer Portugal a participar no esforço de reconstrução do país, e considerou que, apesar da distância, ambos são partes da “Europa unida”.

Zelesnky falava numa conferência conjunta com o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, no âmbito da sua primeira visita a Kiev.

“Apesar da distância que nos separa, distância geográfica, somos parte da Europa única, é um continente cujas nações definem a história”, afirmou o Presidente da Ucrânia, após um encontro a dois com Montenegro e, depois, entre as duas delegações alarggadas no Palácio Mariinskyi, residência oficial de Zelensky.

O Presidente da Ucrânia defendeu que “a Europa deve continuar a ser livre da loucura de qualquer ditador” se quiser conservar a sua independência.

“A guerra da Rússia contra a Ucrânia sempre foi algo mais do que a guerra pelas terras da Ucrânia e é por isso que a Rússia nunca se satisfará com uma ou outra parte da nossa terra”, alertou, na sua declaração inicial.

Zelensky agradeceu a Portugal e aos parceiros europeus a ajuda e apoio na defesa das infraestrutura, energia, logístico e destacou o acordo hoje assinado para produção conjunta de drones subaquáticos.

“É uma direção muito importante na nossa colaboração para obter resultados e toda a Europa poderá fazer frente aos russos”, disse.

O Presidente da Ucrânia agradeceu ainda o apoio de Portugal ao acordo alcançado no Conselho Europeu de garantir 90 mil de euros nos anos 2026 e 2027, bem como o acolhimento dos ucranianos que residem em Portugal. “Sobretudo, queria sublinhar a sua participação na renovação de escolas ucranianas, sobretudo nas cidades de Chernihiv and Cherkasy”, agradeceu.

Presidente

Luís Montenegro visitou as tropas portuguesas na Eslováquia

O Primeiro-Ministro visitou, no dia 19 de dezembro de 2025, os 120 militares portugueses destacados na Eslováquia, no âmbito de uma missão NATO, sublinhando que defender Portugal implica estar ao lado dos aliados.

Luís Montenegro destacou a importância da participação das Forças Armadas em missões da NATO, considerando que “defender Portugal é também estar ao lado” dos aliados, até como garantia de segurança futura.

Luís Montenegro falava no início de um almoço convívio com os cerca de 120 militares portugueses da primeira Força Nacional Destacada (FND) na Eslováquia, que se encontram naquele país no âmbito de uma missão da NATO.

“Às vezes nós não temos bem a noção da dimensão, do significado que é participarmos nestas missões fora do nosso território. E eu quero daqui dizer aos portugueses que nós também estamos aqui a defendê-los e a defender aquilo que é nosso em Portugal”, afirmou.

Para o Primeiro-Ministro, estas missões visam, em primeiro lugar, cumprir as responsabilidades do país na Aliança Atlântica, mas também a garantir ajuda futura, em caso de necessidade.

“É estando ao lado dos nossos parceiros e aliados que nós temos a certeza de que eles também estarão ao nosso lado se algum dia tivermos necessidade de defender o nosso espaço marítimo, o nosso espaço aéreo ou o nosso espaço terrestre”, salientou.

Antes, o Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), general José Nunes da Fonseca – que acompanhou Montenegro nesta visita, tal como o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo –, agradeceu a atenção do Primeiro-Ministro às Forças Armadas e ter conseguido “no seu tempo muito justo” fazer esta visita natalícia aos militares portugueses na Eslováquia.

“Nós não vamos esmorecer. Queremos, novamente, honrar os desempenhos, que são invariavelmente reconhecidos pelas mais altas entidades e instâncias internacionais”, afirmou.

120 militares portugueses destacados na base militar de Lešť

O chefe do Governo chegou, vestindo um casaco camuflado, cerca das 14h15, à base militar de Lešť, situada a cerca de duas horas e meia da capital da Eslováquia, e onde estão cerca de 120 militares portugueses. À chegada, decorreu uma breve cerimónia militar, seguido da assinatura dos livros de honra e uma troca de lembranças institucionais, um almoço de Natal, terminando com uma fotografia de grupo, já perto do pôr-do-sol, num programa que durou cerca de duas horas.

A presença de forças militares portuguesas na Eslováquia iniciou-se em julho de 2024, através de um pelotão de carros de combate, com 24 militares, integrando um batalhão espanhol do Battlegroup Multinacional Eslováquia (MNBG SVK).

Desde fevereiro de 2022, quando a Federação Russa invadiu a Ucrânia, que os países da NATO, nomeadamente Portugal, têm reforçado a sua presença militar na zona leste da Europa.

Ao abrigo desta missão, em julho de 2025 o contingente português na Eslováquia aumentou para um subagrupamento com 120 militares (112 homens e oito mulheres), equipados com carros de combate, viaturas PANDUR II 8×8 e veículos militares espanhóis URO VAMTAC.

Esta missão da Aliança Atlântica na Eslováquia, país fronteiriço com a Ucrânia, teve como objetivo reforçar a presença de forças militares na fronteira leste da NATO, “contribuindo para a dissuasão e defesa”, à semelhança das missões na Roménia, onde Portugal tem um contingente de cerca de 300 militares.

Em dezembro de 2024, na sua primeira visita como chefe do Governo a militares portugueses em missão no estrangeiro, Luís Montenegro visitou antes do Natal os militares portugueses das Forças Nacionais Destacadas (FND) na Roménia, em Caracal, que integram a missão da NATO neste país.

PSD

O voto útil é em Luís Marques Mendes

Luís Montenegro apelou à concentração do voto em Marques Mendes, nas eleições presidenciais de 18 de janeiro, de “socialistas moderados, liberais, sociais-democratas e democratas-cristãos”.

Na Batalha, no dia 4 de janeiro, no primeiro dia oficial do almoço-comício de campanha de apoio ao candidato presidencial Luís Marques Mendes, o líder do PSD defendeu que Portugal não pode “cair na armadilha de dispersar votos e ficarmos amarrados a não termos escolhas boas na segunda volta”.

Luís Montenegro considera que Marques Mendes representa “um porto seguro” na segunda volta. “Votar em Cotrim Figueiredo, votar em António José Seguro não garante a possibilidade de se evitar que haja em Portugal uma segunda volta de umas eleições presidenciais onde possam estar simultaneamente dois populistas. Nós temos de evitar e concentrar o voto”, disse.

O Presidente do PSD insistiu, por isso, que “não é hora de dispersar o voto, não é hora de andar a distribuir o voto por simpatias” ou “impulsos momentâneos”, defendendo que Luís Marques Mendes é “um candidato diferente” e o mais habilitado pela sua experiência a exercer as funções de Presidente da República.

“Se nós de hoje a 15 dias falharmos a possibilidade de eleger Luís Marques Mendes não é na segunda-feira que podemos corrigir isso”, sublinhou.

Luís Montenegro elogiou a isenção e independência de Luís Marques Mendes se for eleito para Belém, dizendo que tem as melhores qualidades para ser “um árbitro do jogo político, da interdependência dos poderes públicos, da relação entre o setor público, o setor privado, o setor social”.

“Antes da minha qualidade de Presidente do PSD e da minha qualidade hoje de Primeiro-Ministro, eu sou, efetivamente, amigo do dr. Luís Marques Mendes, um amigo que o conhece há muitos anos, a ele e à sua família”, sintetizou.

PSD

O PSD está muito motivado para resolver os problemas dos portugueses

O PSD saudou a mensagem de Ano Novo do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, elogiando a sua relação com os portugueses e os alertas que deixou sobre o futuro.

De acordo com Leonor Beleza, faz sentido dar ao Chefe de Estado “uma palavra intensa de reconhecimento e orgulho pela forma como tem vindo a servir Portugal” e admitiu que o PSD, à frente do Governo com o PSD, se identifica com os desafios que mencionou na mensagem – mais saúde, educação, habitação, justiça, tolerância e concordância em Portugal, mais emprego e menos pobreza.

“O PSD sente-se muito motivado em contribuir para que os problemas que os portugueses sentem sejam ultrapassados e sejam ultrapassados pelas capacidades que manifestamente os portugueses têm e podem mobilizar para ultrapassar essas dificuldades todas”, disse Leonor Beleza, numa declaração na sede nacional do PSD, 1 de janeiro de 2026.

A vice-Presidente do PSD salientou “dois aspetos” da mensagem de Marcelo Rebelo de Sousa: “Ele conhece-nos, conhece Portugal muito bem, sabe quais são as nossas forças, as nossas fraquezas, sabe o que é que podemos aspirar, sabe como é que temos de nos transformar. Ele, como quase ninguém, sabe identificar estes fatores e sabe falar para todos nós”.

O PSD “sente-se muito motivado em contribuir para que os problemas que os portugueses sentem sejam ultrapassados” com as “capacidades que manifestamente os portugueses têm e podem mobilizar para ultrapassar essas dificuldades”.

PSD

PSD saúda mensagem de “confiança no futuro” do Primeiro-Ministro

O PSD elogiou a mensagem de Natal do Primeiro-Ministro, considerando que foi “de otimismo” e “confiança no futuro”.

Numa declaração na sede nacional do PSD, no dia 25 de dezembro, em Lisboa, o vice-Presidente social-democrata, Carlos Coelho, considerou que Luís Montenegro fez uma “boa mensagem” de Natal, “com sensibilidade social, otimismo e inspiração no futuro”.

“O Primeiro-Ministro não se esqueceu daqueles que estão em situação de maior fragilidade, nomeadamente os mais idosos, aqueles que vivem em situação de pobreza, os que têm problemas de saúde e mesmo aqueles que sofrem violência doméstica, que é um problema real que temos em Portugal”, referiu.

Carlos Coelho sublinhou que a mensagem de Luís Montenegro foi “sobretudo de confiança no futuro, uma confiança alicerçada nos dados” de 2025, frisando que, se a revista britânica “The Economist” reconheceu Portugal como a economia do ano, é porque o país está “no bom caminho”.

“O que é importante agora é assegurar estabilidade e crescimento. O Governo tem apostado nisso, melhorando as políticas que garantem um aumento dos rendimentos e, ao mesmo tempo, sendo fiel à promessa de baixar impostos”, disse, frisando que Luís Montenegro tornou claro, na sua mensagem de Natal, que é esse “caminho que vai continuar a trilhar”.

O Primeiro-Ministro defendeu que Portugal vive um momento de viragem em que tem de trocar a “mentalidade do deixa andar” pela da superação, apontando o futebolista Cristiano Ronaldo como exemplo do espírito de afirmação pela excelência.

locais

Assembleia Municipal de Oleiros aprova orçamento para 2026

A Assembleia Municipal de Oleiros, no distrito de Castelo Branco, aprovou o orçamento no valor de 21,1 milhões de euros.

O orçamento para 2026 regista um aumento de 2,1 milhões de euros face ao de 2025 e foi aprovado em sede de Assembleia Municipal, por maioria, com o PSD a votar favoravelmente.

Segundo o Presidente da Câmara de Oleiros, Miguel Marques, este orçamento é “ambicioso, realista e ajustado às necessidades de desenvolvimento do concelho”.

Sobre o aumento de 10,45% face ao orçamento de 2025, o autarca sublinhou que reflete os investimentos já em andamento e a concretização de novos projetos estratégicos, que vão contribuir para o desenvolvimento sustentável do concelho de Oleiros.

O município optou por renunciar totalmente à participação no Rendimento das Pessoas Singulares (IRS) e não aplicar derrama às empresas.

No campo dos impostos decidiu ainda fixar a Taxa de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) em 0,3%, o valor mínimo, com reduções aplicáveis à habitação própria consoante o agregado familiar, podendo atingir 140 euros no caso de famílias com três ou mais dependentes.

“Ao abdicarmos da receita de IRS que cabe ao município, estamos a devolver cerca de 180 mil euros a todos quantos têm morada fiscal no concelho”, vincou.

Adicionalmente, é aplicada uma redução de 25% na taxa de IMI para edifícios urbanos com eficiência energética e estende-se a isenção temporária deste imposto, de três para cinco anos, nos casos de prédios ou parte de prédios urbanos habitacionais construídos, ampliados, melhorados ou adquiridos.

Segundo a autarquia, trata-se de um reforço nas políticas de incentivo e sustentabilidade de habitação.

O Presidente da Câmara de Oleiros explicou ainda que o aumento das despesas se deve, em grande parte, a um acréscimo de cerca de 13,74% nas despesas de capital.

Este orçamento permitirá dar continuidade a projetos já iniciados e avançar com novos projetos estruturantes, como a do projeto da construção do Centro de Incubação e Desenvolvimento Empresarial de Oleiros (CIDEO).

“Prevemos reforçar este orçamento com recursos adicionais provenientes de candidaturas ao Quadro Operacional 2030”, indicou ainda.

No âmbito das Grandes Opções do Plano para 2026, a área social mantém-se como prioridade, absorvendo cerca de 36% do orçamento afeto às opções estratégicas.

Entre as medidas previstas, destaca-se a continuidade do fornecimento de refeições gratuitas a todos os alunos do Agrupamento de Escolas Padre António de Andrade, desde o pré-escolar ao secundário.

LOCAIS

Câmara de Lobos ofereceu tradicional bolo-rei à população

A tradição foi cumprida na cidade madeirense de Câmara de Lobos, onde foi oferecido à população pela autarquia o mega bolo-rei com 180 metros, acompanhado de um cálice de ginja.

Muitas dezenas de residentes e visitantes passaram no dia 4 de janeiro pelo mercado municipal de Câmara de Lobos, o concelho contíguo a oeste do Funchal, para participar nesta iniciativa promovida pelo município câmara-lobense à população.

O evento contou com a presença do presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, e o Presidente do município, Celso Bettencourt, outros autarcas e entidades, e está integrado no programa das festividades de Natal e Ano Novo da autarquia.

O bolo é tradicionalmente disponibilizado na praça central da cidade de Câmara de Lobos, mas devido à instabilidade meteorológica na Madeira, que foi afetada pela depressão Francis entre quarta-feira e sábado, a organização decidiu transferir a iniciativa para as instalações do mercado municipal da cidade.

Esta iguaria tradicional desta época teve uma extensão de cerca de 180 metros, 265 quilogramas e foi acompanhada de 48 litros de ginja servidos em 3.000 copos de chocolate.

regionais

PSD/Açores destaca “ano de bons resultados” do governo de José Manuel Bolieiro

Cristina Canto Tavares, vice-Presidente do PSD/Açores, destacou 2025 como “um ano de bons resultados, com boas perspetivas para 2026, como consequência positiva das políticas desenvolvidas” pelo Governo Regional liderado por José Manuel Bolieiro.

Segundo a social-democrata, assiste-se “uma mudança de paradigma com resultados inéditos da redução da taxa de pobreza de 6,9% face a 2018, a par da redução da taxa de abandono escolar precoce em 6,6 pontos percentuais “.

“Tudo isto é um orgulho nas boas medidas deste Governo Regional que consolida uma série de mudanças estruturais, que passam não só pela área da Educação, como também o aumento do rendimento disponível das famílias, de que se realça os resultados ao nível do pleno emprego”, disse, num balanço efetuado ao ano de 2025.

Aliás, Cristina Canto Tavares acrescenta, a propósito, que se verifica atualmente, “a mais baixa taxa de desemprego de sempre nos Açores, que contam com mais de 121 mil açorianos no ativo”, destacando-se do resto do País.

Face este cenário, a vice-Presidente do PSD/Açores “perspetiva o ano de 2026 como a consolidação das mudanças de paradigma, com resultados concretos, naturalmente com novas medidas como o Plano Regional para a Inclusão e Cidadania, bem como o Cartão Eletrónico Social, que darão continuidade às políticas sociais do Governo de José Manuel Bolieiro”.

Com a criação destes dois instrumentos, serão abrangidas mais de 1300 famílias, apontou Cristina Canto Tavares.

regionais

Governo dos Açores em conversações para repor transporte aéreo de "carga húmida" em cinco ilhas

O Governo Regional dos Açores informou que está a fazer “todos os esforços” para que seja reposto o transporte aéreo de carga húmida nas cinco ilhas em que deixou de ser possível fazê-lo na quinta-feira.

“O Governo Regional está em conversações com a ANA e com a SATA. Está a fazer todos os esforços para que a situação seja reposta o mais rapidamente possível”, avançou, fonte oficial da Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas.

Na terça-feira, a SATA Air Açores informou os comerciantes de que, a partir de quinta-feira, 1 de janeiro, deixaria de ser possível rastrear nos aeroportos de cinco ilhas carga húmida, como pescado e outros bens alimentares frescos.

Em causa está a alteração do regulamento da União Europeia n.º 2015/1998, de 5 de novembro, que exige equipamentos de raio-x ‘dual view’, que ainda não foram instalados nas ilhas Graciosa, São Jorge, Flores, Faial e Santa Maria.

A SATA prevê que a situação se encontre ultrapassada “até ao final do primeiro trimestre de 2026”, mas até lá recomenda que a carga húmida seja enviada “de barco para a ilha mais próxima que cumpra com o regulamento”.

Os aeródromos de São Jorge e da Graciosa são geridos pela SATA Gestão de Aeródromos e os aeroportos do Faial, das Flores e de Santa Maria pela ANA – Aeroportos de Portugal.

Memórias

Memórias & História

Edição n.º 690 do “Povo Livre”, de 13 de janeiro de 1988.

“Ministro Silveira Godinho na posse dos Governadores Civis: Ganhar a batalha do desenvolvimento rumo à modernidade”.

convocatórias

CONVOCATÓRIAS PSD

RECEPÇÃO TERÇA-FEIRA ATÉ ÀS 13H00 | Email: convocatorias@psd.pt

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TÍTULO

Texto

convocatórias jsd

RECEPÇÃO SEGUNDA-FEIRA ATÉ ÀS 18H00 | Email: jsdnacional@gmail.com

CONSELHO DISTRITAL DO ALGARVE

Ao abrigo dos Estatutos Nacionais e demais Regulamentos da JSD, convoca-se o Conselho Distrital Ordinário da JSD Distrital do Algarve, a reunir no dia 31 de janeiro de 2026 (sábado), pelas 15h00, no Hotel Balaia Senses, sito no Caminho da Semina, 8200-269 Albufeira, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Informações;
  2. Análise da situação política local, regional e nacional;
  3. Outros assuntos.

ARCOS DE VALDEVEZ

Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos aplicáveis, convoca-se os militantes da concelhia de Arcos de Valdevez, para o plenário concelhio a realizar no próximo dia 06 de fevereiro de 2026 (sexta-feira), pelas 18h00, na sede da concelhia do PSD/JSD Arcos de Valdevez sita na Praça do Município, 4970- 449, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto único: Eleição da Mesa do Plenário da Concelhia da JSD Arcos de Valdevez.

Nota: O ato eleitoral decorrerá entre as 18h00 e as 20h00. As listas candidatas e respetiva documentação deverão ser entregues à Presidente da Mesa do Conselho Distrital de Viana do Castelo por via eletrónica (jsddistritalaltominho@gmail.com) até às 23h59 do sétimo dia anterior ao ato eleitoral. 
As urnas estarão abertas entre as 10h00 e as 12h00.

faro

Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos aplicáveis, convoca-se o plenário concelhio da JSD Faro, a reunir no dia 07 de fevereiro de 2026 (sábado), pelas 10 horas, na Sede Distrital do PSD, sita no Beco Frei André Álvares, 56, 8000 – 285 Faro, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto único: Eleição da Mesa do Plenário e da Comissão Política Concelhia da JSD Faro.

Nota: As listas deverão ser apresentadas ao Presidente da Mesa do Congresso Distrital, por via eletrónica (algarvejsd5@gmail.com) até às 23h59 do sétimo dia anterior ao ato eleitoral. As urnas estarão abertas entre as 10h00 e as 12h00.

NESD ESCOLA SECUNDÁRIA DE LOULÉ

Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos aplicáveis, convocam-se os militantes da Escola Secundária de Loulé, para a eleição da Comissão Política e Mesa do Plenário do NESD ESLoulé, a realizar no próximo dia 9 de fevereiro de 2026, pelas 17h30, na Sede do PSD Loulé, sita na Rua Antero de Quental nº 6D – 8100-538 Loulé, com a seguinte ordem de trabalhos: 

Ponto único: Eleição da Mesa do Plenário e da Comissão Política do NESD ESLoulé 

Nota: O ato eleitoral decorrerá entre as 17h30 e as 19h30. As listas candidatas e respetiva documentação deverá ser entregue ao Secretário-Geral da Comissão Política Distrital por via eletrónica (algarvejsd5@gmail.com) até às 23h59 do sétimo dia anterior ao ato eleitoral.

Povo Livre N.º 2378

7 de janeiro de 2026

Diretora: Emília Santos
Periodicidade: Semanal
Registo na ERC n.º 105690
Propriedade: PSD Partido Social Democrata
Identificação Fiscal: 500835012
Sede de Redação/Editor: Rua de S. Caetano, n.º 9, 1249-087 LISBOA