Portugal tem à disposição, desde sexta-feira, 275 Espaços de Cidadão e 12 carrinhas móveis nos concelhos afetados pelo mau tempo para ajudar a população no acesso aos apoios concebidos pelo Governo
A Câmara de Águeda anunciou a abertura de um concurso público para a requalificação do centro cívico de Arrancada do Vouga, num investimento superior de 1,6 milhões de euros
Luís Raposo, deputado do PSD/Açores, realçou o compromisso do Governo Regional para com os jovens estudantes universitários açorianos, através do investimento de mais de um milhão de euros em propinas nos últimos cinco anos
A segunda volta das eleições presidenciais realizou‑se no passado domingo e o resultado confirmou aquilo que, para muitos, já era evidente. António José Seguro venceu de forma expressiva, conquistando cerca de dois terços dos votos e ultrapassando mesmo o recorde histórico obtido por Mário Soares na sua segunda eleição – ainda que, em rigor, devamos ter presente que o número de eleitores era, então, muito inferior ao atual.
É verdade que os dias de hoje são muito diferente daqueles em que se viveu confronto Soares–Freitas. Se, em 1986, o país assistiu a uma disputa clássica entre esquerda e direita, desta vez o que esteve verdadeiramente em causa foi o choque entre moderação e radicalismo – ou, se quisermos, entre a Constituição democrática vigente e propostas que ambicionam reescrevê‑la segundo valores substancialmente distintos.
Este fenómeno não é exclusivo de Portugal. Em vários países europeus, candidatos de perfil mais radical têm conseguido chegar à segunda volta, acabando depois derrotados pela mobilização dos eleitores moderados. As eleições francesas são talvez o exemplo mais evidente desta tendência.
Superado o risco de uma viragem radical, permanecia, contudo, uma dúvida relevante: até que ponto o populismo político estaria a crescer e se o seu candidato conseguiria ultrapassar a votação obtida pela coligação de governo. A resposta foi clara – não conseguiu. Perante isso, a estratégia comunicacional mudou rapidamente dos números absolutos para as percentagens, mas nem isso foi suficiente para esconder nos rostos a evidente frustração por um resultado que ficou aquém das expectativas.
Acresce que o facto de o agora Presidente eleito ter sido repetidamente rotulado como “o candidato do sistema” acabou por se virar contra quem o tentou reduzir a essa imagem. Ao apresentarem a eleição como um referendo ao seu próprio movimento, os dirigentes do CHEGA acabaram por expor um dado difícil de ignorar: a taxa de rejeição ao partido é mais do dobro da sua expressão eleitoral. Isso torna praticamente impossível, com a atual liderança e orientação, alcançar uma maioria estável no Parlamento.
No final de contas, essa impossibilidade é, para muitos, uma boa notícia para a democracia.
Emília Santos
Diretora Povo Livre
O Primeiro-Ministro felicitou António José Seguro por ter sido eleito Presidente da República e garantiu toda a disponibilidade do Governo para trabalhar em prol do futuro de Portugal.
“Quero nesta ocasião, em nome do Governo, dirigir uma palavra de felicitação ao doutor António José Seguro, Presidente da República eleito, tive já a ocasião de falar com ele, como tive também a ocasião de falar com o doutor André Ventura, candidato vencido neste segundo sufrágio”, afirmou Luís Montenegro na Casa Allen, no Porto, no domingo.
O Primeiro-Ministro sublinhou que a cooperação com António José Seguro garantirá a estabilidade política em Portugal e abrirá um período de três anos e meio sem eleições nacionais.
“Esta cooperação e esta colaboração, estou certo, serão a nota dominante que garantirá a estabilidade política em Portugal, conjuntamente com a estabilidade económica, financeira e social, neste período que agora abrimos de cerca de três anos e meio sem eleições nacionais. Para salvaguardarmos o interesse dos portugueses com toda a cooperação, com todo o sentido de servirmos Portugal e o povo português, de forma construtiva, de forma positiva e cada um ao nível da responsabilidade que a Constituição atribui”, disse.
E insistiu: “Este período de três anos e meio sem eleições nacionais que se abre agora é, pois, a altura de todos poderem estar com o sentido de cumprirem aquelas que foram as garantias que deram ao povo português”.
Luís Montenegro ressalvou que o Governo vai continuar a cooperar com o Presidente da República. “Fizemo-lo com o atual Presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, que também cumprimento nesta ocasião e que ainda está em exercício de funções, e vamos continuar a fazê-lo com o Presidente eleito, António José Seguro”, garantiu.
O chefe do executivo acredita que “daquilo que conhece” do antigo secretário-geral do PS não será difícil estabelecer uma relação de cooperação entre o Governo e a Presidência da República, respeitando as competências que a Constituição atribui a cada um deles e respeitando as posições políticas que o Governo tem e que o Presidente da República eleito tem sobre as mais variadas matérias.
“Em muitas circunstâncias são coincidentes, noutras poderão não ser, pelo menos à partida, e caber-nos-á no respeito da prossecução daquilo que é o interesse do país e da vida dos portugueses encontrar as plataformas de aproximar posições”, afirmou.
E com isso também, acrescentou, contribuir para na Assembleia da República contar com o esforço e a contribuição positiva de todos os partidos nela representados, em particular aqueles que têm um nível de representação que pode desequilibrar as votações mais importantes como, por exemplo, os orçamentos do Estado.
O Primeiro-Ministro aproveitou ainda para felicitar os portugueses por mais uma demonstração de “grande maturidade cívica”. “Ficou bem patente pelo alto nível de participação, que não obstante as condições em que se realizou este sufrágio, mereceram efetivamente uma elevada participação por parte de todos, ao longo de todo o território nacional, mesmo nas regiões que vivem por estes dias grandes adversidades em virtude da situação meteorológica”, destacou.
Agradecendo também a todos aqueles que estiveram nas mesas de voto, o Primeiro-Ministro elogiou todos os autarcas, quer das câmaras municipais, quer das juntas de freguesia, que foram “inexcedíveis” na criação das condições que possibilitaram também que tudo tivesse decorrido com normalidade.
Portugal tem à disposição, desde sexta-feira, 275 Espaços de Cidadão e 12 carrinhas móveis nos concelhos afetados pelo mau tempo para ajudar a população no acesso aos apoios concebidos pelo Governo.
Numa declaração na residência oficial em São Bento, em Lisboa, após a reunião semanal do Conselho de Ministros e depois de se reunir com o Presidente da República, dia 5 de fevereiro, Luís Montenegro realçou que há “muitos portugueses” que têm dificuldades nesta altura, por várias razões, de aceder a estas plataformas online, “portanto têm de ter a adequada ajuda”.
“Neste momento, já temos disponível uma plataforma para o acesso aos apoios aprovados no passado domingo. Toda a informação relevante está disponível no ‘site’ apoioscalamidade.gov.pt”, indicou Luís Montenegro.
Para facilitar o acesso à plataforma, até porque ainda há população sem energia elétrica e falhas de comunicações, o Governo vai mobilizar, a partir de sexta-feira, “275 Espaços de Cidadão e 12 carrinhas móveis” para os concelhos afetados, que estarão a trabalhar “conjuntamente com as autoridades locais, as juntas de freguesias, as câmaras municipais, as instituições sociais, voluntários que se têm juntado”.
O objetivo é ajudar todas as pessoas que têm dificuldade de acesso à plataforma ‘online’ a poderem reportar a sua situação “de forma rápida e expedita”, no sentido de usufruírem das ajudas “mais imediatas” do Governo, que já estão disponíveis.
Luís Montenegro realçou que o Governo aprovou no domingo um pacote global de apoio de cerca de 2,5 mil milhões de euros para ajudar as zonas afetadas pelo mau tempo em Portugal continental.
O governante disse que há medidas já disponíveis, como o apoio até 10.000 euros para reconstrução de casas de habitação própria e permanente afetadas pelo mau tempo, em que, no caso de prejuízos até aos 5.000 euros, o pedido pode ser instruído apenas com fotografias dos danos, dispensando vistoria ao local.
O Primeiro-Ministro destacou ainda as linhas de crédito para a reconstrução e a tesouraria das empresas, no montante de 1.500 milhões de euros, que já estão operacionais desde quinta-feira, registando-se já candidaturas de “cerca de 825 empresas para apoios que ascendem a mais de 204 milhões de euros”.
Também os apoios aos agricultores já estão acessíveis, verificando-se, até ao momento, “cerca de 1.100 candidatos para mais de 84 milhões de euros de apoios canalizados”, informou.
“Estes apoios estão a avançar com uma rapidez que não tem precedentes”, considerou Luís Montenegro, destacando a “dimensão da tarefa”, ressalvando que “todo o tempo que passa é sempre tempo importante” e assegurando que o Governo está a fazer tudo o que está ao seu alcance.
“Nunca o Estado respondeu com esta rapidez”, defendeu, manifestando-se “ciente do drama” que muitas famílias, pessoas e empresas enfrentam neste momento: “Nós estamos mesmo a esgotar todas as nossas possibilidades para decidir rapidamente poder acorrer às suas necessidades.”
Sobre o restabelecimento do fornecimento de energia elétrica, o primeiro-ministro assegurou também que tem sido feito tudo aquilo que era possível até ao momento, enaltecendo a recuperação de mais de um milhão de clientes sem energia para “cerca de 70 mil, que persistem ao longo de mais de 5.000 quilómetros de linhas afetadas, sobretudo nas zonas mais isoladas, zonas que têm difícil acesso e que tornam mais morosa esta tarefa de reposição”.
“Estamos concentrados em levar este esforço a todos os limites para que as condições mínimas de dignidade e de bem-estar possam ser restabelecidas para todos os portugueses”, reforçou, indicando que o mesmo acontece com a recuperação do abastecimento de água e a desobstrução de vias rodoviárias e ferroviárias atingidas pelo mau tempo.
O Governo prolongou a situação de calamidade até 15 de fevereiro, abrangendo 68 concelhos. Inicialmente foi decretada entre 28 de janeiro e 1 de fevereiro para cerca de 60 municípios.
Leonor Beleza, Vice-Presidente social-democrata, declarou que o PSD espera uma “cooperação interinstitucional intensa” com António José Seguro, garantindo da parte dos sociais-democratas uma “colaboração leal e frutífera”.
Leonor Beleza reagiu no domingo, 8 de fevereiro, em nome do PSD, à vitória de António José Seguro nas eleições presidenciais. “Estamos neste momento com três anos e meio em que não haverá eleições nacionais. É muito importante que utilizemos este tempo precioso em benefício de todos os portugueses, com uma cooperação interinstitucional intensa, com capacidade de diálogo, de resolver os assuntos, de encontrar soluções para aquilo que são problemas reais dos portugueses”, afirmou.
Leonor Beleza salientou que o PSD confia que o próximo chefe de Estado partilhará com o partido estes objetivos. “Quererá ele, tanto como nós, que a cooperação interinstitucional entre órgãos de soberania durante estes anos se traduza, na verdade, em resultados visíveis ao nível do desenvolvimento do nosso país e da coesão social entre os portugueses”, disse.
Na sua declaração, na sede nacional do PSD, Leonor Beleza começou por saudar o povo português que “demonstrou que a democracia não é adiável”. “O povo português votou, escolheu. Saudamos todos, em particular todos aqueles que participaram de alguma maneira no processo, incluindo todos aqueles que ajudaram outros a ir votar”, afirmou, salientando que esta eleição decorreu num momento em que o país está a passar por “grandes dificuldades”.
Depois, saudou o novo Presidente eleito, desejando-lhe, em nome do PSD, “muitos sucessos”. “Desejamos-lhe que consiga alcançar os seus objetivos e também entendemos que o seu sucesso será o sucesso e o êxito também dos portugueses. Por parte do PSD, garantimos uma colaboração leal, permanente, frutífera no interesse dos portugueses, de todos os portugueses”, expressou.
Leonor Beleza realçou o difícil momento no contexto nacional, em virtude do mau tempo e das suas consequências, mas também internacional. “Precisamos de uma situação em que os órgãos de soberania possam cooperar uns com os outros, em benefício dos portugueses, para obtermos resultados como desejamos para todos, que se traduzam em maior riqueza para os portugueses, em maior capacidade de ajudar aqueles que porventura precisam mais”, desejou.
António José Seguro foi eleito sexto Presidente da República da democracia portuguesa, registando 66,82% dos votos (faltam ainda apurar ainda 20 freguesias e 7 consulados).
Esta foi a 11.ª vez que os portugueses foram chamados a escolher o Presidente da República em democracia, desde 1976. O atual Presidente da República, eleito em 2016, é Marcelo Rebelo de Sousa, que termina o seu mandato em março de 2026. Desde 1976, foram eleitos António Ramalho Eanes (1976-1986), Mário Soares (1986-1996), Jorge Sampaio (1996-2006), Cavaco Silva (2006-2016) e Marcelo Rebelo de Sousa (2016-2026).
Hugo Soares, Presidente do Grupo Parlamentar do PSD, felicitou o Presidente da República eleito, António José Seguro, “pela expressiva vitória”.
“Em nome do Grupo Parlamentar do PSD endereço os parabéns ao Dr. António José Seguro, Presidente da República eleito, pela expressiva vitória”, referiu o também Secretário-Geral social-democrata, numa publicação na rede social X.
No texto, Hugo Soares afirmou ainda “a leal e institucional cooperação” da sua bancada ao Presidente da República e desejou a António José Seguro “os maiores sucessos em nome de Portugal”.
Os eurodeputados do PSD Paulo Cunha e Sérgio Humberto organizaram, no Parlamento Europeu, uma visita institucional da AIMMAP – Associação dos Industriais Metalúrgicos, Metalomecânicos e Afins de Portugal, integrada numa missão dedicada ao impacto das atuais medidas de proteção do aço da União Europeia na indústria metalúrgica e metalomecânica portuguesa.
A delegação reuniu com os eurodeputados portugueses da delegação do PSD e com outros deputados nacionais de diferentes forças políticas, num esforço de mobilização transversal em torno das preocupações do setor. As reuniões centraram‑se nas dificuldades que as empresas enfrentam devido às tarifas e instrumentos de defesa comercial aplicados ao aço.
Para Paulo Cunha, “as atuais medidas têm de ser avaliadas à luz da realidade da indústria europeia: em 2023, o setor metalúrgico e metalomecânico contava com cerca de 863 mil empresas, 13,5 milhões de trabalhadores e um volume de negócios de 4,1 biliões de euros. Os eurodeputados portugueses continuarão a acompanhar este dossiê na procura de soluções equilibradas que defendam esta matéria‑prima essencial, o aço, mas não à custa da competitividade e do emprego na indústria transformadora europeia, incluindo a portuguesa”.
Já Sérgio Humberto sublinha que “é essencial que as instituições europeias compreendam que as medidas de proteção do aço, tal como estão desenhadas, irão penalizar fortemente a indústria transformadora, em particular o setor metalúrgico e metalomecânico em Portugal, com especial incidência no emprego na região Norte”.
Os eurodeputados reafirmam o seu compromisso em trabalhar, no Parlamento Europeu, para que a política comercial da União não comprometa o futuro da metalurgia e metalomecânica nacional.
O eurodeputado Hélder Sousa Silva marcou presença na reunião da Rede de Agências da União Europeia, que decorreu esta quinta-feira, em Atenas. O eurodeputado português, que é relator permanente para as Agências, defendeu que “no próximo Quadro Financeiro Plurianual, a modernização das agências e a sua adaptação aos novos desafios devem ser garantidos com reforço de recursos financeiros e humanos”.
Hélder Sousa Silva, na qualidade de relator permanente para as Agências, garantiu empenho total para que as agências da UE sejam “adequadamente financiadas e dotadas de pessoal, de forma a garantir o seu papel de natureza técnica e científica”.
O eurodeputado português informou os presentes que na proposta do QFP para 2028-2034, há uma dotação total de 28.927 milhões de euros destinados às agências descentralizadas, o que representa um aumento de cerca de 50% no orçamento total em comparação com 2021-2027. Perante esta proposta, Hélder Sousa Silva apresentou algumas alterações ao relatório intercalar, solicitando que a Comissão forneça informações adicionais sobre o financiamento e o pessoal propostos para cada uma das agências. Reiterando a posição de longa data do Parlamento Europeu, Hélder Sousa Silva foi perentório ao defender que “novas tarefas confiadas às agências descentralizadas devem ser financiadas através de novas dotações e que as reafectações de programas e outras prioridades devem ser excecionais, limitadas e examinadas com a devida atenção”.
Reivindicando uma Europa mais forte, mais independente e mais competitiva, o eurodeputado, membro da Comissão dos Orçamentos, defende que as Agências descentralizadas são essenciais para “uma administração pública europeia modernizada para alcançar este objetivo”.
Recorde-se que as agências descentralizadas estão espalhadas pelos Estados-Membros e apoiam a cooperação entre a UE e os governos nacionais, partilhando conhecimentos técnicos e especializados às instituições da UE e às autoridades nacionais. Operam em diversas áreas, como alimentação, saúde e segurança; desempenhando tarefas de recolha de dados, análise e elaboração de relatórios. São criadas por um período de tempo indefinido e, neste momento, estão operacionais 36 agências.
Em Portugal, estão sediadas duas destas agências, ambas na cidade de Lisboa: a Agência Europeia de Segurança Marítima e o Observatório Europeu da Droga e Toxicodependência. A primeira tem como missão prestar assistência técnica e operacional no domínio da segurança marítima e da poluição, já o Observatório presta informações factuais, objetivas e comparáveis sobre a droga e a toxicodependência em toda a União Europeia. O nosso país concorre, atualmente, para a instalação da sede da Autoridade Aduaneira Europeia, que deverá ocorrer durante o presente ano.
O Deputado ao Parlamento Europeu, Sérgio Humberto, membro da Comissão dos Transportes e do Turismo, foi nomeado como membro efetivo do Comité de Conciliação, o órgão de última instância que não era ativado há mais de 13 anos e é agora responsável por definir o futuro dos direitos dos passageiros aéreos na União Europeia.
Num momento de tensão legislativa entre o Parlamento e o Conselho, Sérgio Humberto assume um papel central na equipa de negociação que irá determinar se os cidadãos europeus mantêm – ou perdem – salvaguardas históricas em caso de atrasos e cancelamentos de voos.
A nomeação ocorre após o Parlamento Europeu ter aprovado, por uma maioria de quase 97% dos votos, a sua posição negocial: em 656 deputados presentes, 632 votaram a favor da proteção dos passageiros, com apenas 15 votos contra e 9 abstenções.
“Este consenso histórico confere aos deputados um mandato de enorme peso político para enfrentar a tentativa dos Estados-Membros de ‘enfraquecer’ as regras em vigor desde 2004.”
Entre os pontos críticos que Sérgio Humberto defenderá no Comité estão a manutenção da indemnização a partir das três horas de atraso (contra as seis horas pretendidas pelo Conselho) e o fim das taxas abusivas para bagagem de mão e correção de nomes nos bilhetes.
“Não permitiremos que os direitos dos passageiros fiquem em terra”
Para Sérgio Humberto, esta missão transcende a técnica legislativa: “queremos que a voz dos passageiros, e muito particularmente a dos portugueses que dependem criticamente das ligações aéreas, não seja silenciada. Sabemos o valor do tempo e da dignidade de quem se desloca por trabalho ou para estar com a família. Não aceitaremos um retrocesso nos direitos conquistados.”
Um papel “fora da caixa” na diplomacia europeia
Como membro do Comité de Conciliação, o deputado português integrará um grupo restrito de 27 eurodeputados que negociará diretamente com os ministros da UE. O seu papel será o de “fiel da balança” num processo onde, se não for alcançado um texto comum em seis semanas, toda a reforma legislativa será anulada.
Sérgio Humberto destacará a necessidade de formulários de reembolso pré-preenchidos e a proteção reforçada para passageiros com mobilidade reduzida, garantindo que Portugal lidera a construção de uma Europa mais justa, funcional e próxima das necessidades reais das pessoas.
A Câmara de Águeda anunciou a abertura de um concurso público para a requalificação do centro cívico de Arrancada do Vouga, num investimento superior de 1,6 milhões de euros.
O concurso apresenta um preço base de 1.603.780,00 euros, já com o imposto sobre o valor acrescentado (IVA) incluído, com um prazo de execução de 365 dias.
A intervenção prevê a reabilitação dos edifícios existentes e a reformulação dos espaços exteriores envolventes, numa área total de cerca de dois mil metros quadrados.
O centro cívico é composto pelos edifícios de duas antigas escolas, um dos quais acolhe atualmente a Escola de Artes de Valongo do Vouga, enquanto o outro será reabilitado e adaptado para integrar novas valências, como cafetaria, biblioteca e salas de atividades.
Está ainda prevista a demolição de uma construção intermédia em madeira, dando lugar a novos espaços exteriores ajardinados e zonas de estacionamento.
Nos espaços exteriores vão ser criadas zonas verdes, parque infantil, anfiteatro ao ar livre, equipamentos de ginásio exterior, áreas de convívio.
A obra inclui a criação de circuitos pedonais e novas áreas de estacionamento, bem como a reorganização dos arruamentos envolventes, com novos passeios e soluções de acalmia de tráfego.
“É uma obra que está plenamente alinhada com a estratégia do Município de qualificar e valorizar os centros urbanos das freguesias, criando espaços mais atrativos, funcionais e inclusivos, e reforçando o seu papel enquanto polos de cultura e de vida ativa, numa lógica de grande proximidade com as populações”, comentou o presidente da Câmara, Jorge Almeida.
A histórica Confeitaria Felisberta, encerrada durante décadas, reabriu portas, no dia 9, após um investimento de 800 mil euros da Câmara do Funchal na recuperação do espaço, revelou o Presidente do município, Jorge Carvalho.
“É dia de enorme satisfação. É devolvida uma memória à cidade. Uma memória que é um conceito e um contexto”, declarou Jorge Carvalho na cerimónia de inauguração da confeitaria, fundada em 1837 e que foi frequentada por gerações de madeirenses e visitantes, como a Imperatriz Isabel da Áustria (‘Sissi’) em finais do século XIX.
O edifício da Felisberta, que ficou fechado durante décadas, foi danificado pelo incêndio de agosto de 2016 que afetou o centro do Funchal.
No espaço passa agora a existir também um “museu interativo, dinâmico que irá captar o interesse das novas gerações”, demonstrando a confeção do Bolo de Mel, um dos produtos tradicionais da doçaria madeirense, destacou o presidente do município do Funchal.
O autarca lembrou que “muitas gerações” têm a referência da confeitaria, salientando que o novo concessionário do espaço “conseguiu aliar aquilo que é história e memória ao presente”.
A exploração do local foi assegurada através de um contrato de concessão, por 15 anos, atribuído por concurso público.
A cerimónia de inauguração contou com a presença do Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.
Luís Raposo, deputado do PSD/Açores, realçou o compromisso do Governo Regional para com os jovens estudantes universitários açorianos, através do investimento de mais de um milhão de euros em propinas ao longo dos últimos cinco anos.
Entretanto, o apoio referente ao ano letivo de 2025/2026 já se encontra em processamento, beneficiando 1.019 alunos residentes nos Açores, apontou o parlamentar social-democrata.
“Nos últimos cinco anos, o Governo liderado por José Manuel Bolieiro já apoiou 4.098 estudantes universitários”, indicou.
De acordo com Luís Raposo, “o apoio individual é da ordem dos 232 euros, correspondentes a um terço da propina máxima, valor financiado a 100% pelo Orçamento da Região”.
Para o deputado eleito por São Miguel, “trata-se de um contributo essencial para a qualificação profissional dos jovens açorianos, aliviando simultaneamente os encargos das famílias numa fase particularmente exigente”.
O social-democrata sublinha ainda que este apoio demonstra que “as políticas públicas do Governo Regional são orientadas para as pessoas, promovendo a qualificação dos recursos humanos e a melhoria da qualidade de vida dos açorianos”, concluiu.
O deputado do PSD/Açores, Flávio Soares, destacou a “aposta significativa” do Governo Regional dos Açores nas escolas profissionais da Região. Esta estratégia de investimento “tem-se refletido diretamente no aumento do número de alunos inscritos”, atingindo um total de 870 formandos no ano letivo de 2025/2026, um valor que representa um crescimento superior a uma centena de alunos quando comparado com o ano letivo de 2019/2020.
O parlamentar social-democrata falava no final de uma reunião com a Associação de Escolas Profissionais dos Açores (AEPA), recentemente eleita e atualmente presidida por João Dâmaso Moniz.
“Reunimos com a AEPA no sentido de auscultar e avaliar se a estratégia definida pelo Governo Regional, liderado por José Manuel Bolieiro, está a produzir resultados concretos. Saímos desta reunião muito satisfeitos com aquele que tem sido o trabalho desenvolvido nesta área”, garantiu.
Desde logo, a começar pelo desafio de atrair mais jovens ao ensino profissional, mas também o novo modelo de financiamento e o investimento na aquisição de equipamentos digitais para as escolas profissionais, no valor de 2,9 milhões de euros, são alguns dos exemplos do trabalho realizado.
“Apesar do crescimento do número de formandos, persiste a dificuldade em captar novos alunos, o que exige um esforço contínuo e articulado entre o Governo Regional e as escolas profissionais, promovendo maior proximidade, articulação e cooperação para colmatar estas dificuldades”, acrescentou.
Por fim, Flávio Soares frisou que “estes investimentos têm resultado num maior desafogo, estabilidade e previsibilidade na gestão das escolas profissionais. Esta evolução não pode parar, sendo fundamental reivindicar que a União Europeia assegure que a Região disponha de um financiamento ajustado à sua realidade arquipelágica no próximo quadro comunitário”.
Paulo Silveira, deputado do PSD/Açores, reconheceu “a excelência da produção agrícola em São Jorge”, que recentemente se tornou “na única parcela do território português totalmente classificada em bem-estar Animal, com a entrega da certificação a 221 produtores de leite, pela Uniqueijo”.
O social-democrata destaca que aquela certificação “reforça a competitividade do setor leiteiro e dos lacticínios de São Jorge, refletindo um percurso consistente de melhoria da qualidade da produção, de sustentabilidade e de valorização do produto regional”, sendo que “a entrega dos 221 certificados, contempla toda a fileira do leite na ilha e abrange as cooperativas de Lourais, Finisterra e Uniqueijo”.
“Esta mesma certificação é tão mais importante quando surge do compromisso dos produtores por uma produção com respeito pelas práticas éticas e sustentáveis, assegurando a saúde, conforto e nutrição dos animais ao longo da sua vida, sendo uma garantia do bem-estar animal para o consumidor”, refere Paulo Silveira.
“Assegura ainda uma projeção de grande alcance para o Queijo de São Jorge, assente numa visão de futuro, que responde às exigências dos mercados atuais e às expectativas dos consumidores, que valorizam cada vez mais a qualidade, a diferenciação e a responsabilidade social e ambiental da produção”, adianta.
Paulo Silveira partilha assim “a ambição de ver o modo de produção do Queijo de São Jorge reconhecido como Património Imaterial da UNESCO, valorizando a história, o saber-fazer e o trabalho de gerações de produtores que transformam um produto singular num queijo de excelência e de sabor incomparável”.
O deputado realça igualmente que “a Uniqueijo está a desenvolver um projeto de Certificação Ambiental e de Sustentabilidade, destinado à identificação e quantificação da pegada carbónica da produção agrícola, reforçando o alinhamento com as exigências ambientais e de mercado”.
“É assim de enaltecer a trajetória de sucesso da produção agrícola da ilha de São Jorge e o compromisso da produção e da indústria na valorização e promoção dos lacticínios, num percurso que é um exemplo inspirador para outras cooperativas da Região e do país”, diz também o parlamentar.
O Queijo de São Jorge (DOP) tem alcançado crescente reconhecimento nacional e internacional, por via da conquista de inúmeros galardões alcançados em competições nacionais e internacionais da área, das quais se destacam os galardões de ouro no concurso “World Cheese Awards”.
Convocatórias submetidas no SIGMO (área reservada) até às 23h59 de terça-feira
Texto
RECEPÇÃO SEGUNDA-FEIRA ATÉ ÀS 18H00 | Email: jsdnacional@gmail.com
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e dos demais regulamento aplicáveis, convoca-se o IV Conselho Distrital da JSD Lisboa AM, para reunir ordinariamente, no próximo dia 24 de fevereiro (terça-feira), com início pelas 20h30, no Auditório do Museu do Neo-Realismo, sita na Rua Alves Redol n.º 45, 2600-099, Vila Franca de Xira, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos aplicáveis, convoca-se o Plenário do II Conselho Distrital, a realizar no próximo dia 20 de fevereiro, pelas 21h00, sita na Rua Ruy de Sousa Vinagre, 2890-017 Alcochete, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e dos demais regulamentos aplicáveis, convocam-se os militantes da JSD Cascais para reunir em plenário concelhio no próximo dia 19 de fevereiro de 2026 (quinta-feira), com início pelas 20h30, no Auditório São Vicente, sito na Rua Rio das Grades, 2645-559 Alcabideche, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais Regulamentos aplicáveis, convoca-se o Plenário Concelhio da JSD Estarreja, para reunir no próximo dia 21 de fevereiro de 2026 (sábado), pelas 17h30, na sede do PSD Estarreja, sita na Rua Jornal de Estarreja, 109, 3860-365, Estarreja, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos aplicáveis, convoco os militantes da JSD/Gouveia para reunir em Plenário Concelhio, no próximo dia 21 de fevereiro de 2026, sábado, pelas 17h00, na Sede do PSD Gouveia, sita na Avenida 1° de Maio 9 -1° 6290-541 Gouveia, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e dos demais regulamentos aplicáveis convocam-se os militantes da concelhia do Porto para reunirem em Plenário no dia 21 de fevereiro (sábado) pelas 14h30 na sede do PSD/JSD Paranhos, sito à Rua do Campo Lindo, nº 63, 4200 Porto, Portugal, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos aplicável convocam-se os militantes da Universidade do Algarve, para a eleição Comissão Política e Mesa do Plenário NESD / Univ. Alg., a realizar no próximo dia 14 de março de 2026, pelas 9h30 Sede do PSD Algarve, sita na R. de São Luís 56, 8000-285 Faro, com seguinte ordem de trabalhos:
Ponto único: Eleição órgãos do NESD da Universidade do Algarve.
Nota: O ato eleitoral decorrerá entre as 9h:30 e as 11h30. As listas candidatas e respetiva documentação deverá ser entregue ao Secretário-Geral da Comissão Política Distrital por via eletrónica (algarvejsd5@gmail.com) até às 23h59 do sétimo dia anterior ao ato eleitoral.”
Diretora: Emília Santos
Periodicidade: Semanal
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Identificação Fiscal: 500835012
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