O PSD vai pedir a audição parlamentar de ex-governantes socialistas como José Luís Carneiro, para apurar se o Executivo do PS sabia ou não do aumento populacional tornado público na semana passada pelo INE
O Município de Miranda do Corvo lançou o “Miranda Family Lab”, um laboratório territorial, pioneiro em Portugal, que visa posicionar o concelho, como referência na atratividade para as famílias
Ana Jorge, deputada do PSD/Açores, enalteceu os investimentos efetuados no setor da Saúde, na ordem dos 66 milhões de euros, no âmbito PRR, destinados ao Hospital Digital e à modernização e requalificação do Serviço Regional de Saúde
Há tragédias de tal magnitude que empurram para segundo plano os debates e as pequenas disputas da política nacional, exigindo de nós um olhar que ultrapassa fronteiras físicas e ideológicas. Nestes momentos, o sofrimento humano e o dever ético de solidariedade internacional sobrepõem-se a qualquer agenda mediática interna.
É sob esta consciência humanitária que devemos encarar os violentos sismos que devastaram a Venezuela, uma catástrofe que ecoa com particular intensidade em Portugal, ao expor a vulnerabilidade e, simultaneamente, a resiliência de uma das maiores comunidades da nossa diáspora. Uma tragédia que é, antes de tudo, uma ferida profunda no coração do povo venezuelano, que enfrenta perdas, destruição e incerteza com uma coragem que merece o nosso respeito e a nossa solidariedade.
A Venezuela acolhe centenas de milhares de portugueses e lusodescendentes cujas vidas foram abruptamente abaladas por sucessivos sismos de enorme magnitude. O balanço humano é profundamente doloroso: entre as vítimas estão 51 compatriotas e lusodescendentes, enquanto dezenas permanecem incontactáveis no rasto de destruição. Para milhares de famílias deste lado do Atlântico, a distância transformou-se numa barreira de silêncio e angústia. Ao mesmo tempo, milhões de venezuelanos vivem o mesmo desespero, procurando familiares, reconstruindo casas, tentando reencontrar segurança num país ferido.
Perante esta tragédia, Portugal respondeu de imediato. O Governo ativou prontamente os mecanismos de emergência, enviando uma equipa da Proteção Civil com cerca de 50 operacionais, altamente especializados, para reforçar as complexas operações de busca e salvamento no terreno. Esta intervenção articula-se com a União Europeia e mobiliza também a sociedade civil, com inúmeras campanhas de solidariedade de angariação de fundos e apoio logístico.
Há uma responsabilidade histórica de Portugal para com os seus filhos espalhados pelo mundo são inegociáveis. Há uma solidariedade que não conhece fronteiras, que é dirigida aos nossos, sim, mas igualmente ao povo venezuelano, que enfrenta esta calamidade com uma dignidade que nos comove e inspira.
Ver a nossa comunidade na Venezuela perder tudo deixa-nos de coração nas mãos, mas a união e a prontidão de Portugal para ajudar a todos, sem exceção, enchem-me de orgulho.
Como cidadã, partilho a dor da nossa diáspora e deixo um abraço apertado a todas as famílias que hoje sofrem ou aguardam desesperadamente por notícias, um abraço que estendo ao povo venezuelano, que vive dias de perda e de coragem.
Emília Santos
Diretora Povo Livre
O Primeiro-Ministro elogiou a forma rápida como o país respondeu à proposta de investimento do grupo Lufthansa para construir no país uma fábrica de reparação e manutenção de componentes de aeronaves.

“Em praticamente um ano, tudo aquilo que era procedimento administrativo e burocrático foi cumprido. Garanto-vos que são muito poucos os exemplos em Portugal onde isso correu no passado de uma forma tão rápida. Mas este é o Portugal de futuro que nós queremos. É o Portugal que responde rápido, é o Portugal que responde com base na confiança”, assinalou.
Luís Montenegro falava durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da nova fábrica da Lufthansa Technik no parque empresarial Lusopark, em Santa Maria da Feira, dia 29 de junho.
No seu discurso, Luís Montenegro lembrou que este foi talvez o primeiro grande projeto que lhe apareceu enquanto Primeiro-Ministro, quando assumiu as funções em 2024, adiantando que, logo nessa altura, decidiram tomar todas as diligências para que esse processo fosse rápido e fosse o mais simples possível.
O chefe do Executivo realçou que Portugal tem um Estado mais simplificado e uma relação com menos burocracia, defendendo que também é preciso exigir à Europa processos mais simples, menos complexos, menos regulação e mais responsabilidade.
Assinalou ainda que o país tem fatores de competitividade que o distinguem como um bom destino de investimento, com estabilidade política, social, económica e financeira, e está a construir um modelo com baixos impostos.
“Nós queremos que as pessoas paguem menos impostos sobre os rendimentos do seu trabalho para poderem estar mais motivados e serem mais produtivos (…) e queremos também que as empresas paguem menos impostos para que tenham mais disponibilidade para poder investir”, afirmou.

Nesta cerimónia, o Presidente da Câmara de Santa Maria da Feira, Amadeu Albergaria, agradeceu a opção que o grupo alemão fez para instalar neste concelho esta unidade industrial, adiantando que já começaram a sentir efeitos positivos relacionados com este investimento.
“Estou convencido que com o alicerce que hoje aqui simbolicamente começámos, será mais um desses marcos definidores do progresso da região. De resto, já sentimos os efeitos positivos no emprego, em mais empresas que nos têm procurado para aqui investirem, e também na procura de novos licenciamentos para a construção de habitação, problema que urge resolver em Santa Maria da Feira e no país”, destacou.
Para além do lançamento da primeira pedra da futura unidade da Lufthansa dedicada à reparação e manutenção de componentes de aeronaves foi assinado um contrato de investimento entre a AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e o grupo alemão no valor de 24,7 milhões de euros.
A fábrica da Lufthansa em Santa Maria da Feira, num investimento avaliado em cerca de 300 milhões de euros, deverá ficar pronta em 2028 e vai criar mais de 700 empregos qualificados até ao final desta década.
O diretor-executivo do Grupo Lufthansa revelou que a fábrica da marca em Santa Maria da Feira já tem 300 pessoas em formação e deverá executar o seu primeiro serviço em 2028.
“Já contratámos 300 pessoas até agora”, disse Carsten Spohr, responsável do grupo, referindo que esses profissionais estão a receber formação especializada na Feira – em espaços ocupados para o efeito no Parque Empresarial de Recuperação de Materiais – e que o número total de recrutamentos deverá chegar aos 700 até 2030.
O Primeiro-Ministro deixou uma palavra de pesar pelo que o povo venezuelano está a passar devido aos sismos de 24 de junho, naquele país e pelas perdas de portugueses e luso-descendentes e uma palavra de esperança.
“Eu não posso deixar de, nesta ocasião, partilhar convosco um momento que é simultaneamente de dor, de pesar por tudo o que o país está a sofrer por estes dias”, disse Luís Montenegro.
No início do seu discurso, Luís Montenegro começou por assinalar que Santa Maria da Feira “é também uma terra de onde muitos partiram em busca de uma oportunidade noutros tempos, nomeadamente para a Venezuela”, lembrando que é aqui que se situa o Centro Luso-Venezuelano, uma associação que junta os familiares portugueses e luso-descendentes que viveram ou vivem na Venezuela.
Luís Montenegro deixou um compromisso com os trabalhos de recuperação e de salvamento daqueles que ainda não foram encontrados e que ainda estão debaixo dos escombros e uma palavra de esperança. “É também hoje que daqui quero enviar à Presidente da Venezuela e a todo o povo venezuelano e aos portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela, que para além das equipas que já mobilizámos para lá e que estão no terreno, tentaremos nos próximos meses e anos estar ainda mais perto daquele povo e daquele país para podermos construir um futuro mais próspero e mais justo também para aquele território e para aquela população”, afirmou.
O Primeiro-Ministro garante que a CP vai continuar a ser a “trave mestra” da operação ferroviária nacional, durante a cerimónia de lançamento da primeira pedra da fábrica de comboios da Alstom em Guifões, Matosinhos, dia 30 de junho de 2026.
“Nós que defendemos um mercado cada vez mais livre, liberalizado mesmo, onde a concorrência estimula a competência, a capacidade, o resultado, nunca deixámos de dizer, nem vamos deixar de afirmar, que a CP é o eixo fundamental, é trave mestra do sistema”, declarou Luís Montenegro.
Falando sobre a fábrica da Alstom, um investimento de 26,8 milhões de euros em conjunto com a portuguesa DST que servirá para montar 81 dos 153 comboios do contrato de 1.064 milhões de euros assinado entre a CP – Comboios de Portugal e a multinacional francesa, Luís Montenegro lembrou que “este dia esteve para não acontecer”. “Esteve para não acontecer por uma daquelas [coisas] que é um constrangimento, um problema, uma razão, que estamos muitíssimo empenhados em ultrapassar para não termos, no futuro, de tornar a viver os dramas que este processo concursal viveu até chegarmos aqui”, frisou.
Segundo o Primeiro-Ministro, o atual regime jurídico atual da contratação pública fez com que, “num determinado ponto, um resultado de um concurso tenha sido colocado em causa – isso é legítimo – mas por via disso tivesse interrompido todo um procedimento”. “Com isso, [fez com que] nós perdêssemos simultaneamente tempo, e aqui tempo é mesmo dinheiro”, referiu, recordando que a CP perdeu 191 milhões de euros em fundos europeus devido aos atrasos.
Depois, “quando as questões jurídicas se resolveram”, o preço base que tinha sido contratado, de 764 milhões de euros, “estava desatualizado”, salientando Luís Montenegro o trabalho do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, na resolução do “imbróglio” que deu “muito trabalho político e jurídico” a resolver.
“Deixo aqui esta reflexão apenas para estimular o país a acompanhar-nos neste impulso que sentimos cada vez mais robusto e consolidado de combatermos a burocracia, de combatermos o excesso de regulamentação, de mudarmos o regime jurídico da contratação pública para que o interesse público possa prevalecer”, assinalou Luís Montenegro.
Segundo o Primeiro-Ministro, “o interesse público aqui não prevaleceu com estas regras”.
Quando a fábrica de montagem estiver concluída, a Alstom refere que serão criados cerca de 300 postos de trabalho diretos e cerca de 1.000 indiretos relacionados com a atividade da fábrica, prevendo-se que o primeiro comboio saia da linha de montagem em 2029, seguindo-se depois um ritmo de “três comboios por mês”.
O PSD vai pedir a audição parlamentar de ex-governantes socialistas como José Luís Carneiro, para apurar se o Executivo do PS sabia ou não do aumento populacional tornado público na semana passada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
“O Governo então em funções agiu com conhecimento ou sem conhecimento do aumento populacional agora tornado público? Que políticas públicas desse Governo foram projetadas ou condicionadas por esse aumento populacional, fruto da política migratória desregrada desse Governo? Se sabiam, o que fizeram, e se não o fizeram, porque não o fizeram?”, questionou Sebastião Bugalho.
Esta segunda-feira, em conferência de imprensa na sede do PSD, Sebastião Bugalho, porta-voz e vice-Presidente social-democrata considerou como “natural” que o atual Secretário-geral do PS e antigo Ministro da Administração Interna José Luís Carneiro “seja chamado a esse esclarecimento”. “O atual Secretário-geral do PS tem evidentemente responsabilidades, não só na extinção do SEF, como pelo facto de ter sido titular da pasta da Administração Interna, diretamente relacionada com a política migratória, como até antes em outras funções, como responsabilidade pela rede consular”, disse, referindo-se à sua anterior função de Secretário de Estado das Comunidades.
Para o porta-voz do PSD, o facto de a população estrangeira ter passado de 7,1% para 14% entre 2021 e 2025 demonstra uma “relação inequívoca” com a política migratória do anterior Governo PS liderado por António Costa. “Parece-nos claro que o seu efeito ultrapassa a questão setorial, tendo afetado e camuflado o rendimento ‘per capita’ então apurado, o mercado da habitação, assim como a capacidade de resposta de serviços públicos fundamentais, como o Serviço Nacional de Saúde e a escola pública”, salientou, frisando que esses problemas são “mais difíceis de resolver” por ter havido essa falta de dados fiáveis.
Sebastião Bugalho realçou ainda que, os dados agora conhecidos, demonstraram a importância das alterações nas leis da imigração já concretizadas pelos Executivos de Luís Montenegro.
No passado dia 26 de junho de 2026, realizou-se o primeiro arraial das Mulheres Social Democratas do Algarve, na fortaleza de Armação de Pêra, local junto ao mar, que, além de fazer parte do património histórico, é de uma beleza única.
Esta iniciativa contou com a presença de centenas de participantes, entre militantes, simpatizantes, amigos e locais, proporcionando um momento de convívio, partilha e reforço dos laços, num ambiente de proximidade e celebração.
Contou ainda com uma forte adesão, reunindo diversas figuras do partido e da estrutura regional, num encontro marcado pelo espírito de união e colaboração.
Marcaram presença Bruno Miguel Alves, Presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra, João Garcia, Presidente da Comissão Política do PSD de Silves, Cristóvão Norte, Presidente do PSD de Faro, Bárbara do Amaral Correia, deputada eleita pelo Algarve, Alexandre Poço, vice-Presidente do PSD e deputado à Assembleia da República e Teresa Patrício Gouveia, vice-Presidente da Juventude Social Democrata, cuja presença foi destacada e valorizada pela organização.
A organização agradece a todos os participantes e entidades envolvidas, sublinhando o contributo de cada um para o sucesso desta primeira edição.
O PSD mostra-se profundamente entristecido com o falecimento de José Manuel Nobre Furtado, que partiu no passado sábado, dia 27 de junho de 2026, aos 81 anos.
Personalidade ímpar e corajosa ligada à vida política e cívica do PSD no Algarve, José Manuel Nobre Furtado era o militante com o número 23734, aderiu ao PSD em 1 de outubro de 1974.
Foi o primeiro Presidente da Câmara Municipal eleito pelo PPD/PSD na região, nas primeiras eleições autárquicas de 12 de dezembro 1976.
No Processo Revolucionário em Curso (PREC), liderou as forças que cercaram o Governo Civil em 1975, em Faro, e o seu contributo foi determinante para a defesa da liberdade e da democracia em Monchique. Era um homem sem medo, fez da política uma causa nobre, pautando-se sempre pela ética e pela coragem, pela afirmação da tolerância e do pluralismo político. Teve um papel importante na libertação dos presos, sob custódia do MFA em Lagos, corria o ano de 1975.
José Manuel Nobre Furtado era amigo pessoal de Sá Carneiro, que, aliás, no Verão Quente de 1975, veio a Monchique, onde foi feito um Comício determinante do vigor do PPD/PSD a Sul do País.
Nascido em 27 de outubro de 1944, foi Presidente do PSD de Monchique (em 1987), vogal da Distrital do PSD/Algarve (em 1976) e Presidente da Mesa da Assembleia Distrital em diversos mandatos (1982, 1984, 1985 e 1990). De profissão, era empresário do ramo florestal e foi, ainda, dirigente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Monchique.
Ao longo do seu percurso, demonstrou dedicação aos monchiquenses, ao desenvolvimento do concelho e aos valores que sempre defendeu. Era genuinamente um homem de princípios e convicções sólidas, um militante do PPD/PSD dedicado e leal.
Neste momento de dor, a Comissão Política Nacional do PSD endereça à família, amigos e a todos os que com ele partilharam grandioso caminho as mais sentidas condolências. Que descanse em paz.
A inteligência artificial está a transformar a forma como os cidadãos acedem à informação e participam nos processos democráticos. Perante esta nova realidade, a Comissão Europeia convidou o relator da Convenção-Quadro do Conselho da Europa sobre Inteligência Artificial, Direitos Humanos, Democracia e Estado de Direito, Paulo Cunha, para participar no High-Level Event on Democracy, uma iniciativa dedicada ao reforço da democracia europeia.
O encontro realizou-se no contexto do European Democracy Shield, uma estratégia lançada pela Comissão Europeia para responder aos desafios que as democracias enfrentam numa era marcada pela desinformação, pela manipulação da informação e pela crescente utilização da inteligência artificial. O objetivo passa por reforçar a integridade dos processos eleitorais e a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas.
Na abertura do painel dedicado aos desafios da inteligência artificial nas eleições, o eurodeputado do PSD defendeu que o debate não deve centrar-se apenas na tecnologia, mas sobretudo na forma como esta pode influenciar a confiança dos cidadãos e a qualidade da democracia.
“A democracia não é apenas um mecanismo de contagem de votos. É um sistema assente na confiança. Confiança nas instituições, nos procedimentos, na informação e, em última análise, na capacidade dos cidadãos para formarem livre e autonomamente as suas convicções políticas”, afirmou o eurodeputado do PSD, membro da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos.
O eurodeputado, que é também chefe da delegação do PSD no Parlamento Europeu, alertou que o principal risco não reside apenas na criação de conteúdos falsos, mas na erosão gradual da confiança dos cidadãos. Quando deixa de ser possível distinguir informação autêntica de conteúdos manipulados, fragiliza-se o debate democrático e a capacidade dos cidadãos para formarem livremente as suas convicções políticas.
“O risco não é apenas que as pessoas acreditem em informações falsas. O risco é que deixem de acreditar em qualquer informação”, alertou.
Paulo Cunha sublinhou, contudo, que a inteligência artificial não deve ser encarada apenas como uma ameaça. Estas tecnologias podem tornar a informação política mais acessível, aproximar os cidadãos das instituições e reforçar a participação democrática, desde que sejam acompanhadas por transparência, responsabilização, literacia digital e regras claras.
“Em última análise, o debate sobre a inteligência artificial nas eleições não é um debate sobre máquinas. É um debate sobre a autonomia humana. A questão central continua a ser a mesma: como garantir que os cidadãos permanecem livres para formar os seus próprios juízos políticos?”, concluiu.
Kaja Kallas, Vice-Presidente da Comissão Europeia e Alta Representante da União para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, nomeou o Deputado Europeu Sérgio Humberto como Chefe da Missão de Observador Eleitoral da União Europeia em São Tomé e Príncipe.
O Chefe dos Observadores Sérgio Humberto declarou: “É para mim uma honra liderar esta Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (UE) em São Tomé e Príncipe. Esta é a segunda vez, desde 2022, que a UE envia uma missão de observação eleitoral para o país e, desta vez, a Missão irá observar duas eleições distintas. A Missão fornecerá uma avaliação independente e imparcial dos respetivos processos eleitorais. Enquanto o povo santomense se prepara para votar, a UE reafirma o seu apoio a São Tomé e Príncipe.”
Em resposta a um convite das autoridades santomenses, a União Europeia anunciou o destacamento de uma Missão de Observação Eleitoral (MOE UE) a São Tomé e Príncipe para observar as eleições presidenciais, legislativas, autárquicas e regional, agendadas para 19 de Julho e 27 de Setembro de 2026, respetivamente.
Contexto:
A MOE UE fornecerá uma avaliação abrangente, independente e imparcial de todos os processos eleitorais, com base nas normas internacionais e regionais para eleições democráticas.
A Missão é composta por diferentes grupos de observadores. Uma equipa central de sete analistas chegou a São Tomé a 14 de junho, apoiada por especialistas em logística e segurança. Uma equipa de observadores de longo prazo juntar-se-á à missão a 26 de junho para observar o processo eleitoral em todo o país. À medida que o dia das eleições se aproxima, juntar-se-ão a eles 14 observadores de curto prazo e observadores recrutados localmente junto das missões diplomáticas acreditadas em São Tomé e Príncipe. Por fim, uma delegação do Parlamento Europeu juntar-se-á à MOE EU para as eleições legislativas, locais e regional em setembro. A MOE UE permanecerá no país até à conclusão de todos os processos eleitorais.
De acordo com a metodologia de observação eleitoral da UE, a Missão publicará as suas conclusões iniciais numa Declaração Preliminar, que será apresentada numa conferência de imprensa após cada dia das eleições. Será publicado um relatório final no prazo de dois meses após a conclusão do processo eleitoral, o qual incluirá recomendações – apresentadas para consideração das autoridades – com vista a possíveis melhorias futuras do quadro eleitoral.
O Parlamento Europeu e o Conselho chegaram a acordo para a revisão do mandato da Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA). O objetivo desta reforma é fazer face ao aumento da atividade deste organismo europeu, garantindo que está dotado das condições financeiras e de governação adequadas para continuar a apoiar e a promover a competitividade do setor dos produtos químicos na União Europeia (UE). O acordo foi alcançado esta noite, num trílogo, que juntou representantes do Parlamento Europeu, do Conselho da União Europeia e da Comissão Europeia, no qual participou o eurodeputado Hélder Sousa Silva, enquanto Relator da Comissão de Orçamentos do Parlamento Europeu e responsável pela avaliação de impacto orçamental da proposta de regulamento para a ECHA.
A ECHA gere a maior base de dados de químicos da UE, contendo informações sobre quase meio milhão de produtos químicos. Face ao atual e futuro cenário político internacional, e de forma e prevenir e reduzir o impacto de possíveis crises futuras, será criado um quadro jurídico autónomo para ajudar a agência a gerir de forma eficiente o aumento das suas funções. O eurodeputado Hélder Sousa Silva, na avaliação de impacto orçamental da proposta de regulamento para a ECHA, defendia “a criação de uma reserva financeira, para que a UE consiga uma melhor fiscalização das substâncias químicas perigosas e, consequentemente, uma melhor proteção da saúde e do ambiente no espaço europeu”.
Agora, os negociadores das instituições europeias concordaram em consolidar as tarefas e responsabilidades alargadas da ECHA num único regulamento, dissociando a agência do regulamento REACH, que a tinha inicialmente instituído. Este quadro unificado e autónomo proporcionará, nas palavras de Hélder Sousa Silva, uma maior clareza jurídica das operações da ECHA, o que promoverá uma governação mais eficiente”. Recorde-se que, em 2006, a União Europeia criou o Regulamento REACH (Registration, Evaluation, Authorisation and Restriction of Chemicals) para regular o fabrico e a utilização de substâncias químicas na Europa. Desde então, no Espaço Económico Europeu, a importação ou o fabrico de uma determinada substância química numa quantidade igual ou superior a uma tonelada por ano deve ser registada na base de dados REACH. Já no seu relatório de março deste ano, aprovado pela Comissão dos Orçamentos, o eurodeputado português alertava para o facto do REACH ter sido adotado antes do Tratado de Lisboa, pelo que considerava que “é chegado o momento de reformar e de alinhar ainda mais a governação da ECHA com as normas institucionais atuais, tal como já acontece com a maioria das agências descentralizadas”.
Agora, além do reforço financeiro, os negociadores do Parlamento Europeu e do Conselho acordaram, igualmente, a reformulação e atualização da estrutura desta Agência, de forma a garantir não só os recursos financeiros, mas também humanos necessários à sua atividade. Ao unificar os orçamentos (de três para um único e autónomo), a ECHA terá maior flexibilidade para afetar de forma independente recursos, a fim de se adaptar eficientemente às variações na carga de trabalho.
No final do trílogo, Hélder Sousa Silva mostrou-se satisfeito com o acordo, realçando a necessidade de a Europa ter “uma Agência Europeia dos Produtos Químicos forte a todos os níveis, de modo a conseguir uma melhor fiscalização das substâncias químicas perigosas e, consequentemente, garantir uma melhor proteção da saúde e do ambiente no espaço europeu”.
Os co-legisladores reconheceram que a confiança na ECHA e nos seus pareceres e conselhos é essencial, pelo que o acordo provisório, será agora submetido ao Parlamento Europeu e ao Conselho para adoção formal.
O PSD de Santo Tirso exige a revogação do contrato de concessão de estacionamento, acusando o executivo socialista de ter compensado a ESSE após a empresa ter apresentado perdas devido às obras de requalificação do Largo da Feira.
Em causa, segundo a Secção, estão a obras de requalificação do largo da feira, que a empresa associou a perdas no seu negócio de concessão de estacionamento pago e que a câmara decidiu compensar, alegando tratar-se de “uma inevitabilidade jurídica”, contrapondo os social-democratas que “não há inevitabilidade, mas uma escolha política”.
Em comunicado, a concelhia social-democrata conta que na reunião de hoje, o executivo avançou com uma proposta que classificou de “reposição do equilíbrio financeiro a favor da concessionária ESSE” ao prolongar por “mais cinco anos” um contrato que “reduz ainda mais a renda paga ao município”.
Segundo as contas apresentadas pelo PSD de Santo Tirso, a câmara terá “484 mil euros de receita e 900 mil euros de compensação”, classificando-o como “o negócio do século para a ESSE”.
“O município recebe menos, a concessionária reclama mais e a solução é pagar-lhe ainda mais. O risco é nosso, o lucro é deles”, continua o comunicado.
O vereador Ricardo Pereira lembrou que “os lugares da feira sempre existiram e que o estacionamento gratuito naquele espaço não é novidade”, concluindo que o contrato assinado em 2022 [com a concessionária] transforma qualquer obra municipal numa indemnização automática”.
Considerando que o “problema é estrutural, dado que o contrato está desenhado para que qualquer intervenção no espaço público, uma ciclovia, uma paragem de autocarro, uma mudança de sentido, entre outros, possa ser convertida em desequilíbrio financeiro”, o autarca afirma que “a requalificação do espaço público passou a ser argumento para indemnizar um privado que não assume qualquer risco real”.
Neste contexto, a concelhia quer a revogação do contrato, lembrando que “Santo Tirso tem Polícia Municipal e meios próprios para gerir o estacionamento tarifado”.
O Município de Miranda do Corvo lançou o “Miranda Family Lab”, um laboratório territorial, pioneiro em Portugal, que visa posicionar o concelho, do distrito de Coimbra, como referência na atratividade para as famílias.
Ana Jorge, deputada do PSD/Açores, enalteceu os investimentos efetuados no setor da Saúde, na ordem dos 66 milhões de euros, no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), destinados ao Hospital Digital e à modernização e requalificação do Serviço Regional de Saúde.
A parlamentar social-democrata entende que o Governo Regional, liderado por José Manuel Bolieiro, soube recorrer a um quadro financeiro que responde às necessidades mais prementes ao nível da Saúde na Região, colocando os Açores na vanguarda dos cuidados, diagnóstico e assistência aos utentes açorianos.
Ana Jorge considera que o PRR constitui “um meio para transformar investimento em melhores cuidados, com maior capacidade de diagnóstico, menos deslocações, mais segurança clínica, respostas de proximidade e melhores condições para atrair e fixar profissionais e melhorar infraestruturas de saúde”.
A deputada do PSD/Açores assinala que “a modernização digital já permite a comunicação entre os sistemas informáticos das instituições do Serviço Regional de Saúde, o que não sucedia até então”.
Ainda no âmbito do PRR, “até ao final de agosto, serão atribuídas 76 viaturas a várias unidades de saúde e hospitais, substituindo muitas com mais de 20 anos de utilização”, indicou.
Ana Jorge apontou também como essencial “a implementação prevista da trombectomia para doentes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) com indicação clínica, aproximando cuidados altamente especializados dos açorianos”.
Para a parlamentar social-democrata, “governar a Saúde não é gerir manchetes, mas reorganizar circuitos, integrar informação, planear soluções, corrigir ineficiências, robustecer equipas, investir em tecnologia e garantir sustentabilidade”.
Trata-se, portanto, de um trabalho que está a ser desenvolvido pelo Governo Regional de José Manuel Bolieiro, “e bem, de olhos postos no futuro”, concluiu.
Convocatórias submetidas no SIGMO (área reservada) até às 23h59 de terça-feira
Texto
RECEPÇÃO SEGUNDA-FEIRA ATÉ ÀS 18H00 | Email: jsdnacional@gmail.com
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e dos demais regulamento aplicáveis, convoca-se o Conselho Distrital da JSD Porto para reunir ordinariamente no próximo dia 31 de julho (sexta-feira), com início pelas 21h00, na sede do PSD de Vila do Conde, sita na Praça da República 7, 4480-715 Vila do Conde, com a seguinte ordem de trabalhos:
Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e Regulamentos aplicáveis, convoca-se, Conselho Distrital da JSD Distrital de Viseu, para reunir no próximo dia 31 de julho (sexta-feira), pelas 20h00, na sede do PSD/JSD Viseu, sita na Rua Eng. Lino Moreira Rodrigues, Loja n.º 9 – Edifício Vasco da Gama, 3510-084 Viseu, com a seguinte ordem de trabalhos:
Notas: As urnas estarão abertas entre as 20h00 e 22h00. As listas deverão ser entregues ao Presidente da Mesa do Congresso Distrital, ou a quem o substitua, até às 23h59 do sétimo dia anterior ao ato eleitoral.
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