ULS DE GAIA/ESPINHO PASSA A DISPOR DE UNIDADE

DE RESSONÂNCIA CARDÍACA E DE HELIPORTO

PRESIDENTE

Na Cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia, Luís Montenegro sublinhou que os líderes europeus mostraram um “forte compromisso em poder acelerar o processo de adesão” dos países desta região

locais

A autarquia de Torres Vedras está a implementar medidas de controlo de uma infestação de mosquitos que tem causado reações alérgicas à população e apelou ao cumprimento de medidas de proteção para conter a situação

regionais

João Bruto da Costa, líder parlamentar do PSD/Açores, entende que o Secretário-geral do PS procurou desviar as atenções da situação de “instabilidade permanente” no PS/Açores, marcada pela contestação à atual liderança socialista

Editorial

Prestação Social Única:

Um Estado mais justo, mais próximo e mais responsável

A aprovação da Prestação Social Única (PSU) pelo Governo representa uma reforma estrutural corajosa, capaz de reconfigurar o Estado Social para o século XXI.

Ao integrar 13 prestações sociais não contributivas num único modelo, o executivo substitui um labirinto burocrático por um sistema mais ágil, mais transparente e verdadeiramente centrado nas pessoas. Esta transformação assenta em três pilares essenciais: modernização, dignidade e responsabilidade.

A fusão de 13 apoios elimina a dispersão de subsídios e a pesada máquina administrativa que durante décadas penalizou quem mais precisava. É um passo inegável de modernização do sistema. Em vez de múltiplas candidaturas, prazos e formulários, o cidadão passa a lidar com regras uniformes e um interlocutor único. Esta simplificação desmaterializa processos, reduz custos de gestão e garante que o apoio público chega de forma rápida e direta às famílias em situação de maior fragilidade.

Depois, ao colocar a insuficiência económica severa como critério central, a PSU protege prioritariamente crianças, idosos e pessoas com incapacidade, assegurando que ninguém fica entregue à pobreza extrema. O que antes era um mosaico de apoios fragmentados torna‑se agora um direito integrado, estável e compreensível. O regime de transição definido pelo Governo assegura que nenhum beneficiário perde direitos ou vê o seu apoio reduzido. Pelo contrário, ganha previsibilidade e respeito. É, pois, uma questão de dignidade.

Acresce que a PSU rompe com o ciclo do assistencialismo passivo e da dependência crónica de subsídios. Ao associar o apoio à participação obrigatória em programas de inserção ou trabalho social, o Governo promove uma inclusão ativa, transformando a proteção social num verdadeiro trampolim para a autonomia. Falamos, portanto, de responsabilidade. Este novo contrato social é claro ao consagrar a proteção do Estado nos momentos de aflição, sem deixar de convocar cada cidadão a participar no seu próprio percurso de integração.

A Prestação Social Única concilia, assim, eficácia económica com solidariedade humana, libertando recursos da burocracia para os concentrar onde são realmente necessários.

Nada disto, todavia, inibe parte da oposição em insistir em atacar os princípios da inclusão ativa e das contrapartidas laborais, precisamente os que tornam o sistema mais justo, mais transparente e mais orientado para a autonomia.

Ao rejeitar estes mecanismos, essa oposição opta por preservar um modelo opaco, fragmentado e vulnerável a abusos. Uma postura que não defende os mais frágeis; pelo contrário, perpetua desigualdades e bloqueia o avanço do país.

Por isso mesmo, é tão importante reforçarmos a nossa disponibilidade em informar e esclarecer os portugueses sobre a validade desta iniciativa do Governo. Afinal, todos nós queremos um Estado que está ao serviço de quem verdadeiramente mais precisa, com rigor, justiça e visão de futuro.

Emília Santos
Diretora Povo Livre

presidente

Portugal apoia integração gradual dos países dos Balcãs Ocidentais na EU

Portugal apoia a integração gradual dos Balcãs Ocidentais na União Europeia (UE) e o estatuto de membro associado para a Ucrânia, afirmando que o bloco precisa desses mecanismos se quiser ser um ator global.

Em declarações aos jornalistas no final da Cimeira dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia (UE) com os seus homólogos dos Balcãs Ocidentais, na cidade costeira de Tivat, no Montenegro, Luís Montenegro sublinhou que os líderes europeus mostraram um “forte compromisso em poder acelerar o processo de adesão” dos países da região e em desenvolver um “modo de funcionamento intercalar que crie condições de maior envolvimento”.

Em causa está uma proposta defendida pela França e a Alemanha para que os países dos Balcãs Ocidentais possam ser gradualmente integrados na UE, obtendo, à medida que vão cumprindo determinadas etapas nas negociações, algumas regalias – como, por exemplo, acesso parcial ao mercado único ou estatuto de observador nas reuniões do bloco -, apesar de não serem membros plenos.

A “proposta em cima da mesa, da França e da Alemanha, mereceu, de uma forma generalizada, acolhimento quanto aos princípios. Portugal manifestou também a sua disponibilidade e a sua abertura para poder desenvolver esse método de acelerar o processo de integração”, indicou Luís Montenegro.

O Primeiro-Ministro salientou que, na prática, isso permitiria que os países dos Balcãs Ocidentais tivessem um envolvimento maior na UE, seja a nível presencial, “através da participação em reuniões, seja ao nível da articulação das políticas”, para que possam ser elaboradas projetos conjuntos a nível da energia, política de segurança ou conectividade.

Luís Montenegro defendeu que os países dos Balcãs Ocidentais “fazem falta à Europa”, “reforçam a ideia de autonomia estratégica” do continente e “consubstanciam a ideia de paz, de valorização democrática e de desenvolvimento económico da Europa como um todo”. “E isso foi um grande avanço face àquilo que tinha sido a última cimeira que decorreu em Bruxelas entre a UE e os Balcãs Ocidentais” em dezembro, assinalou.

Questionado se Portugal também apoia a proposta alemã para dar à Ucrânia o estatuto de membro associado da UE – através do qual poderia participar nas cimeiras europeias, mas sem poder votar – enquanto finaliza o processo de adesão, o Primeiro-Ministro salientou que a lógica “é muito semelhante” à dos Balcãs Ocidentais. “É uma lógica de não ficarmos reféns do processo formal, não vou chamar-lhe burocrático, mas do processo do cumprimento de regras de mérito que são necessárias, mas de darmos um sinal político”, referiu.

Luís Montenegro defendeu que a Europa precisa de “ter estes mecanismos de evolução”, sob pena de estar “permanentemente na lentidão de processos a ficar para trás do ponto de vista da sua afirmação enquanto bloco que, à escala internacional, pode estar ao lado das grandes potências”. “Vamos pôr-lhes os nomes: dos Estados Unidos, da China, também da Rússia e de todos os Estados emergentes”, frisou.

Portugal eleito como membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU

A Assembleia Geral das Nações Unidas elegeu os cinco novos membros não-permanentes para o Conselho de Segurança e Portugal assegurou o assento para o biénio de 2027-2028. A candidatura portuguesa obteve uma vitória expressiva, com 132 votos a favor.

Com esta eleição, a diplomacia portuguesa garante a presença no órgão máximo das Nações Unidas, durante os próximos dois anos. Esta é a quarta vez que Portugal assume as funções de membro não-permanente. Este ano, Portugal e a Áustria foram os países eleitos pelo bloco da Europa Ocidental e irão substituir a Dinamarca e a Grécia a partir do dia 1 de janeiro de 2027.

Luís Montenegro reagiu à “vitória” na residência oficial, em São Bento, interrompendo o Conselho de Ministros para vincar a “ocasião histórica” com um resultado “à primeira volta”. “Portugal tem no plano internacional força muito superior à nossa dimensão económica e demográfica”, afirmou o Primeiro-Ministro, notando o reconhecimento “da nossa linha de lealdade e de visão estratégica ao nível multilateral”.

PSD

SNS é o esteio para garantir a todos cuidados de saúde

O Primeiro-Ministro reafirma que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) é o esteio para garantir a todos a prestação de cuidados de saúde, mas considerou que se deve aproveitar as capacidades dos setores privado e social.

“O SNS é o esteio do sistema de saúde, a trave-mestra, a base e a estrutura na qual assenta a garantia de cumprirmos o que está inscrito na Constituição da República Portuguesa, de garantirmos a acessibilidade de todos a cuidados de saúde. Mas não somos daqueles que têm uma visão fechada de que essa é a única via e é, digamos, passível de desperdiçar numa sociedade a capacidade instalada no setor privado e social”, afirmou.

Luís Montenegro, que falava na inauguração da unidade de ressonância cardíaca (com um custo de 1,8 milhões de euros e doada por um mecenas, Domingos Matos) e do heliporto da Unidade Local de Saúde (ULS) de Vila Nova de Gaia/Espinho, dia 8 de junho, referiu que o país deve aproveitar com “espírito aberto” as capacidades destes setores. “Devemos fazê-lo com o espírito aberto, com o espírito de boa gestão dos recursos públicos e de aproveitamento também das capacidades que é a iniciativa privada e o setor social porque são os três grandes pilares do sistema de saúde, sempre com a centralidade no SNS, é certo, mas aproveitar a potencialidade dos três”, insistiu.

Neste momento, assinalou Montenegro, o Governo está a conjugar, hierarquizar e priorizar intervenções com a obrigação que tem de garantir a sustentabilidade financeira.

“O Governo está atento, o Governo tem que conciliar hoje um ciclo de investimentos muito significativo porque nos anos que precederam a entrada em funções deste Governo, eu não quero aqui partidarizar ou politizar a análise, mas é um dado objetivo, não foi construído um único hospital novo”, vincou.

E atualmente, acrescentou, está em construção o novo Hospital de Todos os Santos em Lisboa que é “essencialíssimo” para a prestação de cuidados de saúde naquela região.

Segundo o Primeiro-Ministro, além deste hospital, é preciso construir um novo no Algarve, que é “absolutamente essencial”, e requalificar a ULS Gaia/Espinho.

“E há outros, temos o Hospital do Oeste, também uma velha e premente ambição, temos o Hospital de Barcelos, numa região cada vez mais densa do ponto de vista populacional e desenvolvida do ponto de vista económico, e temos de conciliar todos estes investimentos”, explicou.

PARLAMENTO EUROPEU

"Mais de 3 milhões de mulheres e crianças ucranianas fugiram da guerra e encontraram segurança na Europa. Não podemos deixá-las em suspenso”

Sebastião Bugalho moderou um debate no Parlamento Europeu dedicado ao futuro da proteção dos cidadãos ucranianos deslocados pela guerra, com especial enfoque nas mulheres e crianças abrangidas pelo mecanismo de proteção temporária da União Europeia.

A iniciativa organizada pelo eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral reuniu representantes das instituições europeias e autoridades ucranianas à mesa para refletir sobre os desafios que se colocam aos mais de quatro milhões de ucranianos atualmente acolhidos nos Estados-Membros ao abrigo desse mecanismo de proteção.

A sessão contou com a participação do Embaixador da Ucrânia junto da União Europeia, Vsevolod Chentsov, da Vice-Ministra da Política Social, da Família e da Unidade da Ucrânia para a Integração Europeia, Ilona Havronska, e com representantes da Comissão Europeia.

Na abertura do debate, o Embaixador ucraniano destacou a importância de encontrarmos soluções para o futuro dos cidadãos deslocados, afirmando que “este é o tempo certo para discutir o mecanismo de proteção temporária que termina a 4 de março de 2027”, tornando-se necessário “garantir previsibilidade jurídica e consequente segurança psicológica” aos ucranianos acolhidos na União Europeia, ao mesmo tempo que se deve “trabalhar para facilitar o regresso daqueles que queiram voltar a casa”.

Lançado o tom numa sala cheia que reunia uma audiência de diferentes famílias políticas, os conferencistas renovaram e reconheceram o compromisso da UE com a Ucrânia e discutiram possíveis soluções para o período que se seguirá ao termo do atual mecanismo de proteção temporária. Corinna Ullrich, Diretora de Assuntos Internacionais na Direção-Geral da Migração e dos Assuntos Internos da Comissão Europeia, sublinhou a importância de assegurar estabilidade e segurança aos milhões de ucranianos que continuam deslocados devido à guerra, relembrando os já existentes instrumentos de proteção e deixando o repto para a necessidade de trabalharmos, em conjunto e entre instituições, para encontrar soluções.

O debate ficou ainda marcado pelo testemunho de um soldado ucraniano ferido em combate, que agradeceu a solidariedade europeia e recordou, de forma inflamada e emocionada, que “a liberdade não é um dado adquirido. A liberdade é uma escolha. A liberdade é uma responsabilidade”.

No encerramento deste painel, Sebastião Bugalho resumiu e reiterou aquela que foi a mensagem principal da sessão: o futuro da Ucrânia é na Europa.

“Mais de 3 milhões de mulheres e crianças ucranianas fugiram da guerra e encontraram segurança na Europa. Não podemos deixá-las em suspenso. Precisamos de lhes garantir um futuro estável e europeu”.

parlamento EUROPEU

Paulo do Nascimento Cabral agraciado com a comenda Erivan Bueno e pede união na defesa do setor agrícola

O Eurodeputado do PSD Paulo do Nascimento Cabral foi condecorado com a comenda Erivan Bueno – FICOMEX, “que se destina a homenagear personalidades, autoridades e empresários que se destacam na promoção do comércio exterior”, atribuída no contexto da realização da maior feira de comércio internacional da América Latina, que decorre, pela primeira vez, em Lisboa, entre os dias 28 de maio e 1 de junho.

O evento reúne mais de 100 delegações internacionais oriundas de 80 países, e mais de meia centena de representantes governamentais e institucionais. “Esta homenagem é, acima de tudo, um reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos agricultores e empresários europeus e brasileiros, no âmbito do impetrante Acordo UE-Mercosul, em que garantimos o respeito e a proteção do setor agrícola, de ambas as partes, e aos quais dedico esta condecoração”, sublinhou o parlamentar europeu no momento da agraciação.

Paulo do Nascimento Cabral participou ainda num painel dedicado ao Acordo entre a União Europeia e o Mercosul, onde salientou que “este acordo representa uma oportunidade estratégica para ambos os lados do Atlântico, promovendo estabilidade, previsibilidade e uma maior proximidade económica entre dois blocos que, em conjunto, representam mais de 700 milhões de consumidores, unidos por fortes laços culturais, interesses convergentes e desafios comuns, mas protegendo sempre a agricultura europeia, de pequena dimensão, quando comparada com a brasileira”.

“As exportações agrícolas da União Europeia para o Mercosul poderão crescer até 50%, com especial relevância para um conjunto de setores muito importantes para Portugal como o azeite, que poderá atingir os 200 milhões de euros em exportações, os produtos lácteos, com potencial para alcançar 1,5 mil milhões de euros, e o vinho, que poderá ultrapassar mil milhões de euros em vendas. Foram também reconhecidas e protegidas, nesta fase, 344 indicações geográficas europeias, das quais 36 são portuguesas, o que é muito importante para a valorização dos nossos produtos”, frisou o Eurodeputado do PSD.

Paulo do Nascimento Cabral destacou ainda que “os benefícios deste acordo extravasam amplamente o setor agrícola. Atualmente, mais de 30 mil empresas europeias já exportam para o Mercosul, suportando cerca de 600 mil postos de trabalho na União Europeia. São mais de 270 milhões de consumidores na América do Sul e uma economia com um Produto Interno Bruto anual de 2,7 biliões de euros, correspondente à sexta maior economia mundial”, acrescentando que “o acordo também é estratégico no acesso a matérias-primas críticas essenciais para a indústria europeia, como o lítio, o silício metálico e o nióbio”.

À margem da iniciativa, e tendo em conta o atual contexto geopolítico e económico particularmente exigente, com os aumentos dos custos de produção como os fertilizantes ou os combustíveis, Paulo do Nascimento Cabral saudou o “Governo dos Açores pelo apoio constante ao setor agrícola, numa verdadeira parceira de reconhecimento e valorização, que contrasta com o abandono completo, salvo raras exceções, promovido pelo Partido Socialista dos Açores e da República. Por vezes, até parecia que o PS tinha vergonha dos agricultores e da agricultura, pelo que desafio o Partido Socialista dos Açores que reconheça esta valorização e que se junte ao PSD e ao Governo, na defesa dos agricultores e dos pescadores, contribuindo de forma construtiva para a procura de soluções para os desafios que estes setores enfrentam, e abandonar esta posição de guerrilha constante, de quanto pior, melhor. Isto é tanto mais importante pois está a desfocar o trabalho em defesa dos Açores por parte do PS/Acores no Parlamento Europeu, pois tornam europeu a disputa eleitoral regional. Já votaram a favor, contra e abstiveram-se sobre, por exemplo, o POSEI-Transportes. Todos perdemos com isto. Temos de estar unidos na defesa dos interesses do nosso setor primário e da nossa região, e estar acima de agendas de natureza partidária, sobretudo numa altura tão difícil em termos globais. Não é altura para jogos político-partidários”.

locais

Obras na Ferreira Borges

autarquia de Lisboa amplia benefício fiscal a comerciantes da zona

A Câmara de Lisboa aprovou, por unanimidade, o alargamento da isenção temporária das taxas de ocupação do espaço público e publicidade a mais 231 comerciantes afetados pela obra de requalificação da Rua Ferreira Borges, em Campo de Ourique.

A proposta da governação PSD/CDS-PP/IL estima um impacto financeiro da medida em 289.514,39 euros, dos quais 13.673,40 euros de perda de receita para o município e 275.840,99 euros para a Junta de Freguesia de Campo de Ourique.

A Câmara Municipal de Lisboa (CML) irá, ainda, atribuir apoio financeiro à Junta de Freguesia, no valor de 50 % da perda de receita prevista, resultante da isenção.

A isenção de taxas entre 01 de janeiro deste ano e 31 de agosto de 2027 estava já em vigor para os cerca de 80 comerciantes da Rua Ferreira Borges, cuja intervenção prevê a retirada da linha do elétrico, requalificação da via, dos pavimentos e dos passeios, passadeiras acessíveis e requalificação das caldeiras das árvores e da rede de saneamento.

Segundo a CML, passarão a estar também abrangidos mais 231 estabelecimentos comerciais das ruas limítrofes (Rua Tomás de Anunciação; Rua do 4 de Infantaria; Rua Luis Derouet; Rua Francisco Metrass: 2 a 54; Rua de Campo de Ourique; 123 a 171 e 164 a 214; Rua Pereira e Sousa: 1 a 13 e 2 a 20; Rua Correia Teles: 1 a 43 e 2 a 34; Rua de Infantaria 16: 1 a 69 e 2 a 80; Rua Almeida e Sousa: 1 a 35 e 2 a 32; Rua Coelho da Rocha: 1 a 97 e 2 a 98; Rua Saraiva de Carvalho: 124 a 292 B).

Em comunicado, a CML deu ainda nota da aprovação de apoios ao desporto até 620 mil euros, de 714 mil para fins sociais e de 638 mil a 23 entidades da cultura.

LOCAIS

Porto submete a participação pública elaboração do novo Plano de Urbanização de Campanhã

A Câmara do Porto submeteu a participação pública, entre 8 e 21 de junho de 2026, o novo procedimento de elaboração do Plano de Urbanização de Campanhã (PUC), após o anterior ter caducado.

No “site” do Portal do Munícipe, a autarquia contextualizou que o procedimento de elaboração do PUC iniciou-se em agosto de 2023, foi prorrogado em março de 2025 e caducou em dezembro desse ano, sem que tenha sido concluído.

De acordo com aviso publicado em Diário da República, a elaboração do Plano de Urbanização de Campanhã “constituiu uma oportunidade para elaboração de estratégias de regeneração urbana necessárias, potenciando a concretização das melhores soluções urbanísticas, em resposta aos desafios urbanísticos e socioeconómicos que se colocam a este território com a construção e implementação da Linha de Alta Velocidade [LAV] Porto-Lisboa”.

A elaboração do novo plano volta a fixar um prazo de 24 meses para a sua conclusão e, de acordo com os documentos que foram a votação em reunião de executivo em abril, o PUC aproveitará, “com as devidas adaptações, todas as peças gráficas escritas já elaboradas e que se mantêm atualizadas”.

A 02 de abril, a Lusa noticiou que o processo iria ser reaberto, após a Câmara do Porto apontar que as alterações que o consórcio AVAN Norte quis fazer ao projeto da alta velocidade ferroviária no município contribuíram para o PUC caducar.

“Embora os trabalhos se encontrassem numa fase muito adiantada, a sua conclusão ficou comprometida, porque o desenvolvimento do plano dependia da validação e concertação com várias entidades externas. Os atrasos na entrega de projetos, relatórios e peças gráficas por parte destas entidades geraram sucessivos impasses que impediram o avanço regular dos trabalhos”, lê-se numa resposta enviada à data à Lusa por fonte oficial da Câmara do Porto.

As maiores transformações previstas no PUC, elaborado pelo município e pelo arquiteto e urbanista catalão Joan Busquets, são a criação de um anel rodoviário em redor da estação de Campanhã, incluindo um novo túnel entre a Avenida 25 de Abril e a atual rotunda que dá acesso ao Terminal Intermodal de Campanhã (TIC), um novo arruamento exterior à Rua de Justino Teixeira com ligação à Rua Padre António Vieira e, na parte oriental, uma nova “via Corniche” entre a zona do TIC e a Rua do Freixo, com acesso à nova praça nascente da estação, destinada à alta velocidade.

Para tal, terão de ser relocalizadas as indústrias presentes no local, como a Moagem Ceres e gráficas, e o troço da Rua Pinheiro de Campanhã junto à linha férrea será absorvido pela ampliação da estação.

LOCAIS

Câmara de Torres Vedras implementa medida para controlar infestação de mosquitos

A Câmara de Torres Vedras está a implementar medidas de controlo de uma infestação de mosquitos que tem causado reações alérgicas à população e apelou ao cumprimento de medidas de proteção para conter a situação.

A presença de um elevado número de mosquitos no concelho de Torres Vedras, nomeadamente na freguesia da Maceira, embora “não esteja associada à transmissão de doenças em Portugal, tem causado especial incómodo à população pelas reações alérgicas locais provocadas pelas picadas”, divulgou a autarquia.

A situação está a ser monitorizada pelo Departamento de Saúde Pública e das Populações (DSPP) da Unidade Local de Saúde, em articulação com o município, que, segundo a autarquia estão a prestar apoio à população ou entidades que o solicitem. 

Nomeadamente, “uma equipa técnica do DSPP deslocar-se-á ao local para recolha de amostras de mosquitos (larvas e adultos) com vista à sua identificação urgente, permitindo adequar a estratégia de controlo à espécie em causa”.

Foi ainda “validada a abertura mecânica da foz do Rio Alcabrichel (efetuada no dia 2 de junho) e está em curso a inspeção das margens do rio Alcabrichel, várzeas e corpos de água adjacentes para localizar focos ativos de reprodução”, informou a Câmara.

O Serviço Municipal de Proteção Civil (SMPC) implementou igualmente medidas de controlo da infestação, como a eliminação ou mitigação as situações de água estagnada, o pedido de despejo e limpeza dos tanques das piscinas do Vimeiro e o tratamento de controlo para redução e eliminação de mosquitos (cuja primeira intervenção foi efetuada no dia 5 de junho).

O Departamento de Saúde Pública e das Populações e o SMPC irão, de forma articulada, proceder à aplicação de larvicidas biológicos autorizados pela DGS nas valas públicas de drenagem, sarjetas e corpos de água parada identificados como críticos; publicar e atualizar avisos à população nas plataformas municipais; mobilizar equipas locais para a limpeza, desobstrução e desmatação de valas de escoamento e caminhos públicos que possam reter água; contactar diretamente os agricultores locais para garantir o correto escoamento de águas de rega e a cobertura ou tratamento de tanques e reservatórios; e proceder à divulgação local das medidas a tomar pela população, em especial nas zonas mais afetadas, como Porto Novo e Maceira.

Em comunicado a Câmara de Torres Vedras divulgou ainda medidas de autoproteção específicas para eventos públicos, como o Concurso de Saltos do Vimeiro, onde é obrigatório o uso de repelente cutâneo adequado por cavaleiros, organização e público; a aplicação de repelentes veterinários homologados pela Direção-Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) nos cavalos; a proteção física das boxes com redes mosquiteiras e evitar a permanência dos equídeos no exterior ao amanhecer e ao entardecer.

No que se refere a medidas domésticas individuais, a indicação da autarquia é para eliminar recipientes que acumulem água (baldes, pneus, pratos de vasos, brinquedos); limpar, desobstruir e desinfetar caleiras, ralos, fossas e bebedouros de animais; colocar redes mosquiteiras em janelas e portas das habitações; usar roupas largas que cubram braços e pernas nos períodos de maior atividade dos insetos; evitar atividades prolongadas ao ar livre nos períodos de maior atividade dos mosquitos (entardecer e ao amanhecer) ou, para aqueles que não cumpram esta indicação, a aplicação de repelente de insetos na pele exposta;

A Câmara apela ainda à população que utilize a aplicação “Mosquito Alert” para sinalizar novos espécimes individuais e que cumpra as medidas de autoproteção e orientações dos serviços.

regionais

José Luís Carneiro tenta desviar atenções da instabilidade permanente no PS/Açores

João Bruto da Costa, líder parlamentar do PSD/Açores, afirmou que o Secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, tentou desviar as atenções da situação de “instabilidade permanente” no PS/Açores, marcada pela contestação à atual liderança socialista.

“O líder nacional do PS refugiou-se em ataques ao Governo Regional para não ter de falar do seu próprio partido na Região. O PS/Açores vive num clima de instabilidade permanente, com conflitos internos e uma liderança fragilizada e sucessivamente contestada. Francisco César é incapaz de unir os militantes e de apresentar uma alternativa credível”, disse João Bruto da Costa.

Segundo o parlamentar social-democrata, José Luís Carneiro, que esteve no arquipélago dos Açores, “tenta criar ruído para esconder a realidade incómoda que mostra que o deputado Francisco César é um líder a prazo”.

“No PS/Açores há militantes socialistas a organizarem‑se fora das estruturas formais do partido para contestar a liderança, há iniciativas paralelas, há ruturas públicas e há candidatos que optaram por avançar à margem do PS em eleições autárquicas. É desta instabilidade permanente de que José Luís Carneiro não quer falar”, apontou.

Para João Bruto da Costa, “quando um partido como o PS/Açores vê os seus próprios militantes a criarem plataformas autónomas e a concorrerem fora do símbolo partidário, isso diz tudo sobre o estado interno dessa organização política”.

“É por isso que José Luís Carneiro prefere falar do Governo Regional, pois não consegue explicar por que razão o seu partido nos Açores está dividido, enfraquecido e em conflito interno”, frisou.

O líder parlamentar do PSD/Açores lembrou ainda que os resultados obtidos pelo Governo de José Manuel Bolieiro, com a população empregada em níveis históricos, a redução acentuada da pobreza, crescimento económico e a melhoria dos indicadores na Educação e na Saúde, “só foram possíveis por existir estabilidade política”.

“Quando há estabilidade política, há confiança, há investimento e há resultados. Foi isso que mudou nos Açores. E é isso que incomoda o Partido Socialista. Mas a estabilidade não anula a identidade de cada um dos partidos que integra a coligação de governo”, sublinhou.

De acordo com o social-democrata, “instabilidade foi o legado deixado pelo PS/Açores, com desemprego elevado, economia estagnada, abandono escolar crónico e serviços de saúde sem resposta”.

João Bruto da Costa salientou ainda que “é particularmente revelador que estas críticas venham de alguém que integrou Governos da República do Partido Socialista responsáveis por decisões e omissões que prejudicaram diretamente os Açores”.

regionais

Criação de Museu Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática nos Açores irá promover coesão territorial

Nídia Inácio, deputada do PSD/Açores, considera que a criação de um Museu Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática nos Açores “será um ganho imenso para a Região”, sendo o arquipélago “um território privilegiado para aquele tipo de estudo, a que se junta o carácter inovador da proposta”.

A social-democrata falava após uma visita ao Museu de Angra do Heroísmo, “uma casa consagrada e premiada, onde é também valioso o trabalho científico na área da arqueologia náutica”, aproveitando para sublinhar que “termos um museu dedicado a tal especialidade vai reforçar a identidade açoriana, promovendo o desenvolvimento humano e assegurando a coesão territorial”.

Nídia Inácio explicou que o PSD/Açores subscreve um projeto de resolução, já entregue na Assembleia Legislativa, que “defende a localização do museu no arquipélago e reúne o consenso de todos os partidos com assento parlamentar”, destacando-se “o carácter inovador da criação de um Museu Nacional fora do continente, sublinhando a descentralização e a valorização das regiões autónomas”.

A iniciativa surgiu na sequência de uma petição pública, “que reuniu milhares de assinaturas, e que motivou uma resolução unânime no Parlamento regional, recomendando ao Governo da República a implementação de um Museu Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática no arquipélago”.

“A Arqueologia Náutica e Subaquática é fundamental para o conhecimento das dinâmicas de intercâmbio, exploração e contacto entre os povos, sendo os Açores um território privilegiado para este tipo de estudo”, acrescentou Nídia Inácio, lembrando que “as nossas ilhas representam um cruzamento histórico nas rotas de navegação atlântica, sendo um autêntico epicentro de achados e de naufrágios, que se registaram às centenas, com especial enfoque na baía de Angra do Heroísmo”.

A social-democrata realçou o objetivo central de todo o processo, “que está em andamento e que pretende centralizar a salvaguarda, o estudo e a exposição do valioso espólio subaquático nacional, fixar conhecimento científico e promover o turismo cultural”.

“Todas as razões são válidas para que esse Museu seja nos Açores, afinal uma região que se destaca, há séculos, pelo seu contributo para o conhecimento e a preservação de uma verdadeira herança marítima atlântica, e que sempre projetou Portugal no cenário internacional da arqueologia subaquática”, reforçou.

A deputada do PSD/Açores concluiu alertando para a necessidade “de existir um debate técnico e político aprofundado, visando garantir uma gestão eficiente, um financiamento sustentável e um enquadramento legal adequado para uma iniciativa que pode mudar a face visível da Região, em termos de oferta museológica e mesmo de retorno mediático global”.

Memórias

Memórias & História

Edição n.º 710 do “Povo Livre”, de 8 de junho de 1988.

“Conselho Nacional reafirmou grandes objetivos: Reformas de fundo são para cumprir”.

convocatórias

CONVOCATÓRIAS PSD

Convocatórias submetidas no SIGMO (área reservada) até às 23h59 de terça-feira

##convocatorias-psd##

TÍTULO

Texto

convocatórias jsd

RECEPÇÃO SEGUNDA-FEIRA ATÉ ÀS 18H00 | Email: jsdnacional@gmail.com

errata

CONSELHO DISTRITAL DE LISBOA AM

 Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e dos demais regulamento aplicáveis, convoca-se o V Conselho Distrital da JSD Lisboa AM, para reunir ordinariamente, no próximo dia 22 de junho de 2026 (segunda-feira), com início pelas 20h30, no Auditório da Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva, sita na Rua Mendes Leal, 2655-305 Ericeira – Mafra, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Informações; 
  2. Análise da situação política atual;
  3. Outros assuntos.

errata

alcanena

Ao abrigo dos estatutos da JSD e demais regulamentos aplicáveis, convocam-se os militantes da Concelhia da JSD de Alcanena, para a assembleia de militantes, no próximo dia 14 de junho de 2026 (domingo) às 16h na sede do PSD de Torres Novas sita na Rua Coronel António César de Vasconcelos Correia nº8 – 1º, Torres Novas, com a seguinte ordem de trabalhos:

Ponto Único: Eleição da Mesa de Plenário e da Comissão Política Concelhia de Alcanena.

Notas: O ato eleitoral decorrerá entre as 16h00 e as 18h00. As listas candidatas e respetiva documentação devera ser entregue ao Presidente da Mesa da Distrital, por via eletrónica (jsddistritalsantarem@gmail.com) até as 23:59h do sétimo dia anterior ao ato eleitoral. 

errata

MAFRA

No seguimento da deliberação da Mesa do Plenário da JSD Mafra, vimos por este meio solicitar o agendamento de um Plenário, a realizar no dia 20 de junho de 2026 (sábado), pelas 10h00, na sede da secção (Terreiro D. João V, n.º 61, 2.º Andar, 2640-492 Mafra, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Análise do desempenho da Comissão Política;
  2. Análise da situação política local e nacional;
  3. ⁠Outros assuntos.

MARCO DE CANAVESES

Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e demais regulamentos aplicáveis, convocam-se os Militantes da JSD Concelhia de Marco de Canaveses para reunir no próximo dia 20 de junho de 2026 (sábado), às 11h00, na Sede do PSD/JSD de Marco de Canaveses sita no Largo Sacadura Cabral nº10, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Informações;
  2. Análise da situação política atual;
  3. Outros assuntos.

penafiel

Ao abrigo dos Estatutos Nacionais da JSD e dos demais Regulamentos aplicáveis, convocam-se os militantes da Concelhia de Penafiel, para reunirem no dia 18 de junho de 2026, pelas 21h00, na Sede da Junta de Freguesia de São Martinho de Recezinhos, sita na Rua Central de S. Martinho, n.º 1300, com a seguinte ordem de trabalhos:

  1. Análise da Situação Política;
  2. Outros assuntos.

Povo Livre N.º 2400

10 de junho de 2026

Diretora: Emília Santos
Periodicidade: Semanal
Registo na ERC n.º 105690
Propriedade: PSD Partido Social Democrata
Identificação Fiscal: 500835012
Sede de Redação/Editor: Rua de S. Caetano, n.º 9, 1249-087 LISBOA